Agosto em Lisboa: o que fecha, o que fica cheio e onde vão realmente os residentes
Agosto é um dos meses mais movimentados para visitar Lisboa, mas é também a altura em que muitos portugueses tiram férias. Curiosamente, enquanto a cidade está cheia, sobretudo no centro histórico e junto às praias, alguns pequenos negócios locais fecham durante alguns dias ou semanas.
Isto, claro, não significa que Lisboa feche em agosto. Hotéis, museus, grandes atrações, centros comerciais, supermercados, transportes e muitos restaurantes continuam a funcionar. Zonas como a Baixa, o Chiado, Belém, Alfama, o Cais do Sodré e a Avenida da Liberdade costumam estar muito movimentadas, e lugares populares como os Pastéis de Belém, o Elétrico 28, o Time Out Market, a LX Factory, os principais miradouros e as praias da linha de Cascais podem ficar bastante cheios, sobretudo nas horas de maior afluência.
O que muda é a disponibilidade de alguns dos lugares que muitos viajantes esperam encontrar, como tascas, restaurantes familiares, pastelarias de bairro, pequenas lojas, mercearias especializadas e bancas de mercado. Muitos destes negócios são geridos por equipas pequenas ou por famílias, e agosto é a altura em que podem fechar para férias. Por vezes, isto é anunciado online, mas ainda é muito comum encontrar simplesmente um papel colado à porta a dizer “fechado para férias”.
Imagem de capa cortesia de Warren Payne Photography no Facebook

Imagem cortesia de Float In Spa
Para quem visita a cidade, isto significa que agosto em Lisboa exige um pouco mais de planeamento do que outros meses. Se, por exemplo, há um restaurante que quer mesmo experimentar, provavelmente será melhor reservar com antecedência ou, pelo menos, ligar antes de ir, para confirmar que está de facto aberto. Também é boa ideia consultar as redes sociais ou telefonar diretamente se quiser visitar um negócio específico. Por outro lado, se o centro histórico estiver demasiado cheio, considere visitar e comer em bairros residenciais, atravessar o rio ou planear uma escapadinha de um dia onde a comida e o ambiente à volta possam ser mais agradáveis.
Se vem a Lisboa em agosto e quer perceber como os locais aproveitam a cidade quando está cheia e quente, temos algumas dicas sobre onde ir, o que fazer e como encontrar boa comida portuguesa pelo caminho.
O que fecha em Lisboa em agosto?
Lisboa não fecha em agosto, mas alguns negócios mais pequenos fecham para férias de verão. Isto é mais comum em algumas tascas tradicionais, cafés familiares e pequenas mercearias, embora continue a haver muitos restaurantes abertos. Hotéis, museus, grandes atrações e todos os serviços ligados ao dia a dia, como supermercados, centros comerciais e transportes públicos, continuam a funcionar normalmente.

Imagem cortesia de Pedro BCG no TripAdvisor
O que pode mudar em agosto é a disponibilidade dos espaços mais pequenos e independentes, sobretudo daqueles que dependem de uma equipa reduzida. Em muitos casos, é a mesma família ou o mesmo pequeno grupo de funcionários que mantém o negócio a funcionar durante todo o ano, por isso agosto é a altura em que finalmente fazem a sua pausa anual. Estes encerramentos nem sempre são anunciados da forma mais prática para quem visita a cidade. Alguns negócios publicam as datas das férias no Instagram ou no Facebook, mas outros limitam-se a colar um papel escrito à mão na porta a dizer “fechado para férias”. O Google Maps pode continuar a indicar que o espaço está aberto, e o site, quando existe, pode não ter sido atualizado. Isto aplica-se sobretudo a restaurantes mais antigos e a estabelecimentos de bairro. Por isso, se há um lugar específico que quer mesmo experimentar em agosto, confirme antes de ir. Um telefonema rápido continua a ser uma das formas mais seguras em Lisboa, especialmente no caso dos restaurantes tradicionais. As redes sociais também podem ajudar, mas como os espaços mais pequenos nem sempre publicam com regularidade, este método não é suficiente por si só.
A boa notícia é que estes encerramentos também o podem levar a uma parte da cidade que talvez não tivesse explorado de outra forma. Se o restaurante onde tinha planeado ir estiver fechado, talvez seja a altura certa para experimentar outro bairro, atravessar o rio para comer peixe grelhado, pedir uma recomendação atualizada a alguém local ou seguir as dicas que partilhamos consigo durante os nossos passeios gastronómicos e culturais em Lisboa. Alguma flexibilidade pode acabar por resultar em excelentes refeições na cidade.
O que fica cheio em Lisboa em agosto?
Claro que um lugar cheio não é automaticamente um problema. Um bar cheio depois de jantar pode ser divertido, uma esplanada com movimento pode ter boa energia, e um mercado com pessoas a fazer compras e algum burburinho é muito mais interessante do que um mercado vazio. O problema em agosto é que algumas zonas de Lisboa ficam cheias de uma forma que torna a experiência menos agradável, sobretudo quando está demasiado calor, há pouca sombra, estamos a caminhar numa zona com passeios estreitos, ou temos de passar tempo em filas longas para entrar num restaurante cheio ou apanhar um comboio.
As zonas mais movimentadas costumam ser aquelas que a maioria dos visitantes já tem na lista. A Baixa, o Chiado e as ruas entre o Rossio, a Rua Augusta, a Praça do Comércio e o rio podem parecer particularmente intensas, porque concentram pontos turísticos, lojas, restaurantes, transportes e tráfego dos navios de cruzeiro numa área relativamente pequena. Por isso, nem sempre são os melhores lugares para ficar muito tempo durante as horas mais quentes do dia. À volta do Chiado e da Praça Luís de Camões, o movimento costuma aumentar a partir do fim da manhã e prolongar-se até ao final do dia, sobretudo porque esta zona funciona como ponto de encontro entre a Baixa, o Bairro Alto, o Cais do Sodré e o Príncipe Real.

Imagem cortesia de TPHOTOS em Pastéis de Belém
Belém também fica mais movimentada em agosto, embora seja uma zona mais ampla do que a Baixa ou o Chiado e nem todas as partes pareçam cheias da mesma forma. As multidões costumam concentrar-se sobretudo à volta do Mosteiro dos Jerónimos (Praça do Império), das principais zonas de paragem dos autocarros turísticos e dos percursos em direção à Torre de Belém (Av. Brasília), especialmente entre o fim da manhã e o meio da tarde, quando chegam grupos organizados e visitantes em passeio de um dia. Os Pastéis de Belém (Rua de Belém 84-92), a casa original dos pastéis de nata, também costumam ter fila à porta, com viajantes ansiosos por recuperar energia com um pastel quentinho, acabado de sair do forno. Ainda assim, Belém tem jardins amplos, museus e uma longa frente ribeirinha, por isso, se se afastar do núcleo mais óbvio, a experiência não tem porque ser claustrofóbica. Os jardins à volta da Praça do Império, a zona junto ao MAAT (Av. Brasília), a área em redor do Museu Nacional dos Coches (Av. da Índia 136) e a frente ribeirinha em direção ao Padrão dos Descobrimentos (Av. Brasília) podem garantir mais espaço, sobretudo de manhã cedo ou ao fim do dia.

Imagem cortesia de Historic Hotels of Europe
Os lugares ligados à comida com maior visibilidade também ficam muito cheios em agosto. O Time Out Market (Av. 24 de Julho) é central, fácil de encontrar, simples de navegar e continua aberto quando muitos espaços mais pequenos podem estar de férias, o que ajuda a explicar as multidões, mas nas horas de maior afluência pode parecer mais uma praça de alimentação movimentada do que um bom lugar para uma refeição lisboeta descontraída. A LX Factory (Rua Rodrigues de Faria 103), no bairro de Alcântara, tem um problema semelhante e, embora possa ser agradável percorrer as lojas independentes, cafés e restaurantes, os fins de semana e as horas de maior movimento às refeições podem fazê-la parecer menos interessante em termos de ambiente criativo. O mesmo se aplica a cafés de brunch famosos, bares em rooftops, pastelarias e restaurantes que aparecem repetidamente nas redes sociais e nos guias de viagem. É importante não confundir um lugar cheio com um sinal de qualidade ou autenticidade.

Imagem cortesia de Cascais Lovers no Facebook
Uma das coisas que torna Lisboa tão apelativa nos meses mais quentes é a proximidade da costa, mas há que ter em conta que as praias perto de Lisboa exigem expectativas realistas em agosto. As praias da linha de Cascais, como Carcavelos, Santo Amaro, Parede, Estoril e Cascais, são populares porque são fáceis de chegar de transportes públicos, nomeadamente no comboio que parte do Cais do Sodré, mas essa praticidade traduz-se em comboios que enchem rapidamente, areais cheios e cafés de praia movimentados, especialmente aos fins de semana.

Imagem cortesia de Borda D’Água
A Costa da Caparica oferece mais espaço e muitas boas razões para lá ir, com várias zonas de praia com ambientes diferentes, desde trechos mais familiares até áreas naturistas, mas os fins de semana de agosto continuam a poder ser muito intensos nas zonas mais centrais. Outra opção é seguir em direção às praias da costa de Sintra e até à Ericeira, que são bonitas e oferecem um ambiente mais selvagem, mas também são mais ventosas, têm águas mais frias e, claro, exigem mais logística para lá chegar.

Imagem cortesia de Sintra Tickets
Sintra é um dos passeios de um dia mais populares a partir de Lisboa, e agosto não é o mês mais fácil para a visitar. O centro histórico, o Palácio da Pena, a Quinta da Regaleira, as estradas que sobem a serra e as ligações de transporte podem ficar sobrecarregadas. Sintra vale a pena, mas recomendamos algum planeamento, ainda mais no pico do verão. É sempre melhor reservar bilhetes para os monumentos que exigem entrada paga, sobretudo aqueles que funcionam com horários específicos. Tenha em conta que Sintra tem muitos lugares bonitos e interessantes para visitar, mas raramente é boa ideia tentar ver tudo num só dia, especialmente quando o calor torna as deslocações mais cansativas e as multidões transformam até distâncias curtas num processo lento. Por vezes, pode até ser melhor planear uma escapadinha de um dia menos óbvia a partir de Lisboa.
O que fazer em Lisboa em agosto, dentro e fora da cidade
Se há um erro que pode cometer em Lisboa ao viajar em agosto e ao planear os seus dias, é não ter em conta o tempo, ou seja, o calor. De forma geral, o melhor é aproveitar a manhã para passeios ao ar livre e guardar as horas mais quentes para visitas em espaços interiores, como almoços longos, museus e outros lugares de interesse com ar condicionado. O fim do dia costuma ser uma boa altura para jardins, passeios junto ao rio e também planos fora do centro mais óbvio.

Imagem cortesia de Vado a Lisbona
Dentro de Lisboa, museus e interiores históricos podem ser excelentes escolhas durante as horas mais quentes do dia, sobretudo quando não são os mesmos lugares que toda a gente já colocou no roteiro da primeira visita à cidade. O Museu Nacional do Azulejo (Rua Me. Deus 4) é um bom exemplo, já que fica um pouco fora do circuito central, tem um dos enquadramentos museológicos mais bonitos de Lisboa e ajuda a perceber melhor a história por trás dos azulejos que verá por toda a cidade.

Imagem cortesia de Teresa Rebelo
A Mãe d’Água das Amoreiras, do Museu da Água (Praça das Amoreiras 10), é outra boa paragem em agosto para apreciar a arquitetura para além dos monumentos mais populares da cidade. O Museu da Marioneta (Rua da Esperança 146) é pequeno e bastante específico, mas também é interessante e fácil de combinar com um passeio por Santos ou pela Lapa mais ao fim do dia. Já no Campo Grande, o Museu de Lisboa no Palácio Pimenta (Campo Grande 245) merece bastante a visita, pois ajuda a conhecer melhor a história da cidade numa zona menos cheia, com jardins agradáveis por perto para passear depois.

Imagem cortesia de Revelar Lisboa
Felizmente, Lisboa tem muitos parques e espaços verdes onde procurar alguma sombra e, sobretudo ao início da noite, pode ser divertido fazer um piquenique à portuguesa num deles. O Parque Florestal de Monsanto, o Jardim da Estrela, a Mata de Alvalade, o Jardim do Torel, a Tapada das Necessidades (na fotografia) e os jardins em redor do Campo Grande podem ser boas pausas durante o dia. A Estufa Fria, no Parque Eduardo VII, é particularmente indicada para um dia quente porque dá uma sensação mais fresca e abrigada do que muitos jardins ao ar livre, com caminhos, lagos e vegetação densa que a tornam uma paragem de verão melhor do que mais uma praça exposta ao sol.

Imagem cortesia de CM Oeiras
Famílias, ou qualquer pessoa que queira água sem necessariamente planear um dia inteiro de praia, também podem considerar piscinas, tanto as de hotéis abertas ao público através de passes diários, como as municipais. Algumas piscinas municipais fecham ou alteram os horários em agosto, por isso este é outro caso em que vale a pena confirmar antes de ir, mas Lisboa e os municípios vizinhos têm várias opções durante as férias de verão. A Piscina Oceânica de Oeiras (Praia da Torre), com água salgada e localizada perto da marina, pode ser uma boa alternativa quando as praias da linha de Cascais estão demasiado cheias.
Para viver um agosto mais local, deixe espaço para a vida de bairro em vez de passar todos os dias entre monumentos. Alvalade, Campo de Ourique, Ajuda, Campolide, Benfica e Carnide são zonas muito boas para sentir uma Lisboa mais quotidiana, sobretudo quando as áreas do centro estão demasiado cheias. Não são bairros que se visitam por causa de um lugar ou monumento em específico. Vai-se até lá porque têm cafés, mercados, jardins, restaurantes tradicionais, pastelarias, comércio local e vida de bairro suficiente para mostrar como a cidade funciona longe dos fluxos turísticos e contactar com a cultura de Lisboa e as suas gentes.

Imagem cortesia de Luís Filipe Catarino no IN Corporate Magazine
Se o centro estiver demasiado quente ou cheio, o ferry pode levá-lo rapidamente para uma versão muito diferente da área de Lisboa. Cacilhas é a porta de entrada mais óbvia, a apenas dez minutos de barco do Cais do Sodré, com um bilhete normal de transporte público. No nosso guia de Cacilhas e Almada para amantes da gastronomia encontrará várias recomendações de restaurantes nesta zona, particularmente conhecida pelo peixe fresco e pelo marisco. Para uma paragem cultural, inclua a Casa da Cerca (Rua da Cerca, Almada) no seu roteiro, pois além de ser um centro de arte contemporânea, tem jardins muito agradáveis com vistas incríveis sobre Lisboa. A Trafaria, acessível de ferry a partir de Belém, tem um ambiente mais lento de vila piscatória, e pode combinar uma refeição de peixe por aqui com um mergulho na praia próxima da Cova do Vapor, ou apanhar um táxi até uma das praias da Costa da Caparica, onde beber um cocktail ao fim do dia com vista para o oceano pode ser exatamente o plano descontraído de que precisava.

Imagem cortesia de New in Setúbal
Ainda na margem sul de Lisboa, também pode considerar o Barreiro, o Seixal ou o Montijo, todos acessíveis de barco a partir do centro da cidade. Mas, se estiver disposto a apanhar um comboio durante cerca de uma hora, Setúbal pode ser uma excelente escolha. Esta cidade costeira oferece uma das melhores escapadinhas de um dia a partir de Lisboa para quem gosta de comer bem. Uma vez lá, recomendamos passear pelas bancas de peixe, marisco e produtos frescos do Mercado do Livramento (Av. Luísa Todi 163, Setúbal), mas também sentar-se algures na cidade para uma refeição de choco frito (na fotografia), peixe grelhado, marisco fresco, um copo de Moscatel de Setúbal e uma cremosa Torta de Azeitão. O Parque Natural da Arrábida, mesmo depois de Setúbal, tem algumas das praias mais bonitas perto de Lisboa, incluindo a Figueirinha, Galapos, Galapinhos, Creiro e Portinho da Arrábida, com água transparente, falésias calcárias e uma paisagem muito diferente das praias da linha de Cascais. Mas agosto na Arrábida exige planeamento, já que o acesso às praias e a circulação automóvel são condicionados durante a época balnear, e o estacionamento é limitado. Pela positiva, há shuttles e transportes públicos que permitem chegar às praias mais famosas, embora continue a ser recomendável ir cedo, pois podem ficar bastante cheias.

Imagem cortesia de Jose Fura em Friends of Portugal
Se estiver disposto a ir um pouco mais longe, a Comporta também pode fazer sentido como escapadinha de agosto, sobretudo para quem tem carro e um dia inteiro disponível. Não se trata de uma única praia, mas sim de uma zona mais ampla na Península de Tróia, onde praias atlânticas, arrozais, pinhais e o Estuário do Sado criam uma paisagem muito diferente da de Lisboa. Tornou-se famosa pelo seu lado mais sofisticado e descontraído, mas, se souber onde procurar, ainda encontra restaurantes portugueses simples e paragens gastronómicas à moda antiga, com peixe grelhado, marisco e pratos típicos de arroz.
Para viagens de um dia mais longas, também pode fazer sentido olhar para o norte ou noroeste de Lisboa, sobretudo se tiver carro e quiser ar de mar, comida regional e uma pausa da cidade. Mafra e Ericeira funcionam bem em conjunto e pode visitar o Palácio e Convento de Mafra e depois seguir para uma refeição de marisco junto ao Atlântico, na Ericeira. A Ericeira é uma das vilas costeiras mais fáceis de visitar a partir de Lisboa, com praias, restaurantes de peixe e marisco e um ambiente litoral mais descontraído, embora em agosto deva contar com trânsito, esplanadas cheias e vento suficiente para surpreender quem imaginava um dia de praia perfeitamente calmo.

Imagem cortesia de Reservas da Bioesfera
Peniche merece uma viagem própria se leva o peixe e o marisco bem a sério, pois é uma terra de pesca com pratos famosos como a caldeirada de Peniche, a raia de alhada e outras receitas nascidas da cultura piscatória local. Em agosto, Peniche e o Baleal podem ficar cheios de banhistas e surfistas, por isso vá cedo, reserve almoço se tiver um restaurante específico em mente, e encare os passeios de barco até às Berlengas (na fotografia) como algo a planear com antecedência.
Para algo menos óbvio, Torres Vedras também pode ser uma boa opção entre interior e costa, sobretudo pelo vinho, pela paisagem rural, pelos restaurantes locais e pelas praias próximas, como Santa Cruz. Estas viagens não são propriamente uma fuga de Lisboa, mas uma forma de complementar a sua estadia na cidade com outras zonas que o aproximam mais da forma como os portugueses aproveitam agosto perto da capital. Seja qual for o destino, recomendamos que não tente cobrir demasiado terreno quando está muito calor, que se mantenha hidratado e que descanse entre visitas para continuar bem-disposto ao longo do dia.
Como comer bem em Lisboa em agosto
Agosto é a altura em que alguns restaurantes pequenos excelentes fecham para férias mas, felizmente, Lisboa é uma cidade que gosta de comer e beber bem, por isso continuam a existir muitas boas opções. Ainda assim, se a comida é uma parte importante da sua viagem, um pouco de planeamento pode fazer toda a diferença.
A primeira recomendação é confirmar antes de ir. Se há um restaurante ou outro negócio ligado à gastronomia que quer mesmo conhecer, consulte as publicações mais recentes nas redes sociais e, se ainda não for claro se estará aberto, ligue diretamente. Infelizmente, nem todos os pequenos negócios atualizam os horários no Google Maps, e confiar apenas nessa informação online pode acabar em desilusão.
As reservas em agosto são ainda mais recomendáveis do que no resto do ano, sobretudo ao jantar. Os restaurantes que continuam abertos podem estar a lidar com mais visitantes, menos funcionários, ou ambas as coisas. Se faz questão de comer num lugar específico, reserve mais cedo do que reservaria normalmente. Se se esqueceu de reservar, experimente comer mais cedo, comer mais tarde ou fazer do almoço a refeição principal do dia. O almoço em Lisboa pode ser especial à sua maneira, porque costuma estar mais ligado à vida quotidiana, oferecendo uma visão muito particular da cidade e das suas pessoas. É também a esta hora que encontra pratos do dia, incluindo receitas que nem sempre aparecem nas ementas fixas dos restaurantes, como pratos portugueses de conforto mais próximos da comida caseira.

Imagem cortesia de Bonança
Fora do centro turístico, convém familiarizar-se com os horários a que os portugueses comem, para perceber quando é mais provável que a cozinha de um restaurante esteja aberta. Muitos restaurantes portugueses continuam a funcionar em torno dos serviços de almoço e jantar, com a cozinha a fechar durante as horas mais paradas entre ambos. Ao almoço, aponte para algo entre as 12h30 e as 13h30 se quiser ter mais escolha. Ao jantar, conte com as 20h em diante, mas não espere necessariamente encontrar mesa livre em agosto em zonas centrais, junto ao rio ou em qualquer lugar com uma vista famosa.
Escolher onde comer é tão importante como escolher o que comer. Na Baixa, no Chiado, em Belém, em Alfama e junto aos miradouros mais concorridos há bons lugares, claro, mas também há muitos restaurantes pensados sobretudo para pessoas cansadas, com fome e paradas demasiado perto de um monumento. Tenha cuidado com empregados demasiado insistentes à porta, ementas enormes em várias línguas e fotografias demasiado encenadas. Temos boas dicas sobre como identificar um restaurante português autêntico em Lisboa.

Imagem cortesia de JF Benfica no Facebook
Como mencionámos acima, quando o centro parece demasiado cheio, use as refeições como pretexto para explorar outros bairros. Grande parte da comida portuguesa mais genuína e com boa relação qualidade-preço que se pode encontrar em Lisboa é servida em restaurantes de Alvalade, Benfica, Carnide, Lumiar ou outros bairros sem grandes monumentos famosos, mas onde muitos de nós, locais, vamos simplesmente para comer bem. Tente também comer de acordo com a estação, o que pode significar não lhe apetecer tanto alguns dos pratos portugueses mais populares e pesados. Em vez disso, dê preferência a pratos frios portugueses que sabem especialmente bem no verão. [inserir link para novo artigo sobre comidas frias]
Para mais dicas gastronómicas sobre Lisboa e recomendações locais, fale connosco através do Instagram. E sim, os passeios gastronómicos da Taste of Lisboa decorrem durante todo o mês de agosto, mesmo quando alguns dos pequenos negócios da cidade fazem a sua pausa de verão. Junte-se a nós para um passeio pela cultura gastronómica de Lisboa e ajudamo-lo a encontrar os lugares, sabores e histórias que fazem a cidade valer a pena para além das paragens mais óbvias.
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