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Como fazer um piquenique à portuguesa em Lisboa: o que levar e onde ir

People relaxing in a park with a distant bridge and statue in the background.

Lisboa é uma cidade fácil para comer ao ar livre. Os muitos quiosques que vai encontrando pela cidade fora são prova disso, tal como as esplanadas que os cafés montam onde conseguem conquistar alguns metros quadrados no exterior, mesmo quando isso significa pedir algum espaço emprestado ao passeio. 

Imagem de capa cortesia de Portugal Homes 

Quando chegam os meses mais quentes, os piqueniques também se tornam comuns, incluindo desde bebidas simples e alguns snacks, sobretudo entre os mais jovens nos espaços verdes mais centrais da cidade, até refeições mais compostas para alimentar a família inteira, com sanduíches, fruta, salgados e bebidas para adultos e crianças. Se o seu aniversário calhar na primavera ou no verão, até pode acabar porcelebrá-lo em formato de piquenique num dos jardins públicos de Lisboa. E em lugares como Monsanto, onde existem zonas próprias para piqueniques e churrascos públicos, o programa pode transformar-se num híbrido entre uma refeição trazida de casa e um almoço grelhado ao ar livre. 

Em Portugal, comer ao ar livre está há muito associado a dias de praia, passeios em família, visitas de estudo, viagens de carro, excursões ao campo e até algumas festividades religiosas. Antigamente, muitasrefeições ao ar livre aconteciam por necessidade, já que quem passava o dia fora ou andava de um lado para o outro também precisava de comer. A partir do século XIX, tanto em Portugal como noutros paíseseuropeus, os piqueniques passaram também a ser vistos como uma atividade de lazer, e tornou-se até elegante comer em jardins, passar tempo na natureza e apanhar ar fresco como parte da cultura urbana de lazer. 

Couple enjoying a picnic on grass under trees with a basket.

Imagem cortesia de MUST 

Ao planear um piquenique durante a sua viagem à capital portuguesa, tenha em conta que o calor em Lisboa pode apertar, sobretudo entre junho e setembro, por isso escolha lugares com sombra. Pense tambémna segurança alimentar e evite queijos moles, bolos com creme, saladas com maionese e outros alimentos que se estragam rapidamente, especialmente se não tiver uma mala térmica. 

Em Lisboa, preparar um bom piquenique não exige cozinhar, a menos que lhe apeteça. Uma pastelaria de bairro pode resolver-lhe a vida com salgados típicos portugueses, sanduíches e doces. Um mercado municipal pode fornecer fruta, queijo e azeitonas. Uma mercearia à moda antiga pode garantir conservas, bolachas de água e sal e vinho português. Dependendo do lugar escolhido, sobretudo em jardinsmunicipais, os quiosques por perto também podem dar jeito, quer se tenha esquecido de levar bebidas suficientes, quer queira simplesmente continuar a ter acesso a bebidas frescas ao longo do piquenique. Alémdisso, à boa maneira portuguesa, mesmo a comer ao ar livre, muitos locais gostam de ter um café por perto para terminar a refeição. 

Como gostamos de misturar lazer com bons momentos à mesa, preparámos este guia sobre como fazer um piquenique em Lisboa à portuguesa: o que comprar, o que levar e onde ir, dependendo se lhe apeteceum jardim, um grande parque, um miradouro ou um lugar junto ao rio. 

O que levar para um piquenique à portuguesa em Lisboa 

Um bom piquenique português costuma começar pelo pão, que serve de base para quase tudo o resto, isto é, queijo, conservas, patés, enchidos, azeite e o que mais acabar em cima da manta. Os papo-secos ou carcaças são os pãezinhos brancos que encontra em praticamente qualquer padaria de bairro e até em lojas de conveniência. São práticos para sanduíches, mas a variedade de pães tradicionais portugueses tem opções bem mais interessantes. Pode escolher, por exemplo, um pão de Mafra, mais rústico, com miolo elástico e ligeiramente ácido. A broa de milho, um pão denso típico do norte e do centro de Portugal, combina muito bem com queijos mais intensos ou sardinhas em conserva. Já o pão alentejano, feito com trigo e de côdea mais firme, é excelente para molhar em azeite português aromático, acompanhar queijo de ovelha ou comer com algo tão simples como tomate fatiado, quando está na época. Pela cidade, encontra bom pão em supermercados e padarias, incluindo uma nova geração de padarias artesanais de fermentação lenta, um pouco mais caras do que as opções comuns, mas que valem a diferença se leva o pão a sério. 

Picnic scene with food on a blanket, basket, and drinks on a sunny lawn.

Imagem cortesia de Continente 

Em Lisboa, não precisa mesmo de ir a uma loja gourmet para comer bem ao ar livre. Uma padaria ou pastelaria de bairro pode dar-lhe a base da refeição em cinco minutos, com pão, sanduíches, doces e alguns salgados do balcão. Algumas têm sandes mistas, com fiambre e queijo, ou opções mais substanciais, como sandes de panado, feitas com bifes de porco ou frango panados dentro de um pão. 

Top view of picnic setup with food on a white blanket.

Imagem cortesia de Tavi  

Nos balcões de salgados das pastelarias, padarias e até supermercados, encontra coisas como rissóis, pequenos pastéis em forma de meia-lua, geralmente recheados com creme de camarão ou carne, passados por pão ralado e fritos até ficarem dourados. Os croquetes são salgados cilíndricos feitos com carne picada ligada num recheio rico, depois panados e fritos. Os pastéis de bacalhau, também chamados bolinhos de bacalhau no norte do país, são feitos com bacalhau desfiado, batata, salsa e ovo, moldados à colher e fritos até ficarem ligeiramente crocantes. São um dos grandes salgados portugueses porque condensam quase uma refeição típica em duas ou três dentadas. 

As empadas também são ideais para piqueniques. São pequenas tartes salgadas de massa folhada ou quebrada, normalmente recheadas com frango desfiado, embora hoje em dia as encontre com todo o tipo de recheios, incluindo versões vegetarianas. As chamuças refletem as ligações de Lisboa às culturas gastronómicas do sul da Ásia e de África, e costumam ser recheadas com frango, carne ou legumes temperados com especiarias. Os pães com chouriço são pães cozidos com rodelas de chouriço fumado no interior. São melhores quentes, claro, mas continuam a funcionar muito bem à temperatura ambiente num piquenique. 

Two pastries on a plate, one with a visible meat filling.

Imagem cortesia de João X no TripAdvisor 

Se quiser que o piquenique saiba mais a Lisboa do que a Portugal em geral, construa-o à volta de alguns clássicos locais. Pode incluir, por exemplo, pastéis de massa tenra, recheados com carne picada, da icónica frutaria e snack-bar Frutalmeidas (Av. de Roma 45), no bairro de Roma; croquetes de carne da pastelaria Califa, em Benfica (Estr. de Benfica 463); ou uma sandes de pataniscas, fritos achatados de bacalhau, do restaurante A Merendinha do Arco Bandeira (Rua dos Sapateiros 230), bem no centro da cidade. 

Variety of cheeses and sliced bread on a cloth surface.

Imagem cortesia de Fórum Carviçais no Facebook 

O queijo português é uma das formas mais fáceis de dar um sabor local ao piquenique e, felizmente, há muito por onde escolher. O queijo de Azeitão, da Península de Setúbal, mesmo a sul de Lisboa, é um queijo de ovelha amanteigado, de interior quase cremoso ao ponto de se comer à colher, com sabor salgado e ligeiramente ácido. Fica excelente com pão de côdea firme, mas é melhor se for consumido pouco depois de comprado e se o tempo não estiver demasiado quente. O queijo de Nisa, do Alentejo, é mais firme, terroso e mais adequado para transportar. O famoso queijo de ovelha da Serra da Estrela é rico e intenso, mas também arriscado no pico do verão. Para dias mais quentes, os queijos curados costumam ser a opção mais segura. Procure queijos curados de ovelha, cabra ou vaca, mais secos e capazes de aguentar melhoralgum tempo sem refrigeração. Os queijos dos Açores também são bons para piqueniques. O queijo de São Jorge, por exemplo, é um queijo firme de leite de vaca, com sabor intenso e ligeiramente picante. 

Box with cheese, cured meats, breadsticks, and wine bottle beside. 

Imagem cortesia de Foodie Gourmet no Instagram 

Os enchidos portugueses são o passo natural depois do queijo, sobretudo se quiser um piquenique que pareça algo que os locais comeriam de bom grado com pão e vinho. Pode optar por presunto fatiado, que pode ser mais delicado ou mais intenso, dependendo da região e do tempo de cura. O paio também é uma boa opção para piqueniques, por ser fácil de fatiar, tal como o chouriço, o salpicão e a linguiça, enchidos temperados com alho e colorau, muitas vezes associados ao norte e ao interior do país. Em dias quentes, as carnes curadas fatiadas costumam ser mais seguras e práticas do que carnes cozinhadas, desde queas compre pouco antes do piquenique, as mantenha bem embrulhadas e não as deixe ao sol. 

As azeitonas e os tremoços, normalmente comidos com cerveja, também são clássicos dos piqueniques portugueses. Como são fáceis de ir petiscando e bastante salgados, dão vontade de abrir mais uma bebida. Recomendamos passar pelos mercados de Lisboa para comprar coisas como pickles e outras conservas, incluindo compotas de fruta, que combinam muito bem com pão e queijo. 

Bread slices with brown spread, lime wedges in background.

Imagem cortesia de NIT 

As conservas de peixe talvez sejam a comida portuguesa de piquenique mais inteligente de todas. Em muitos países, o peixe enlatado é tratado como uma comida de emergência que fica sempre na despensa. Em Portugal, também pode ser isso, e é por isso que é uma das coisas que os portugueses costumam ter na despensa, mas é igualmente uma cultura gastronómica séria com valor próprio. Sardinhas em azeite, cavalas em molho de tomate, filetes de atum, bacalhau com alho, mexilhões em escabeche e polvo podem transformar um pão numa refeição com pouquíssimo esforço. Leve uma ou duas latas, pão e muitos guardanapos, e está praticamente feito. Os patés de peixe, sobretudo de atum ou sardinha, são outro atalho muito português para piqueniques, dando-lhe esse sabor a peixe sem a confusão oleosa que às vezes vem com as conservas. Lojas como a Conserveira de Lisboa (Rua dos Bacalhoeiros 34), a Loja das Conservas (Tv. do Cotovelo 6) ou a Miss Can (Largo do Contador Mor 17) tornam a experiência mais especial, mas uma boa conserva de supermercado também resolve. 

Para algo mais fresco, não se esqueça de incluir fruta e legumes no seu piquenique. Se tiver uma faca e um prato, tomate e pepino são excelentes no verão. Caso contrário, é melhor escolher frutas fáceis de comer, como uvas, pêssegos e cerejas, embora uma família portuguesa leve frequentemente fruta para partilhar, como melão e melancia, muitas vezes cortados em fatias para toda a gente com um canivete. 

Picnic scene with baguette sandwiches, pastries, juice, and sauce on a red checkered cloth.

Imagem cortesia de Fabrica da Nata 

A parte doce de um piquenique em Lisboa pode ser tão óbvia ou tão interessante quanto lhe apetecer. Os pastéis de nata são a escolha natural e, se estiver a fazer um piquenique em Belém, ir buscar pastéis aos Pastéis de Belém (Rua de Belém 84-92) é quase obrigatório. Se estiver noutra zona da cidade, algumas das melhores pastelarias de Lisboa incluem a Manteigaria, com várias lojas pela cidade, a Aloma, também com várias moradas, a Versailles (Av. da República 15A), a Nat’elier (Rua de Santa Justa 87) e a Confeitaria Nacional (Praça da Figueira 18B). O importante é comer os pastéis de nata frescos, de preferência comprados no próprio dia, para garantir que a massa folhada continua estaladiça. 

Close-up of sugar-coated cookies on striped cloth.

Imagem cortesia de Martins & Martins 

Mas não se fique pelos pastéis de nata. O bolo de arroz é um bolo alto e cilíndrico, feito com farinha de arroz, de miolo ligeiramente granulado e topo açucarado, muito fácil de transportar. O pão de Deus é um pão de leite macio, coberto com uma mistura húmida de coco e ovo, ótimo para um piquenique, porque pode ser comido simples ou recheado com queijo e fiambre. As queijadas são pequenos doces à base de queijo ou leite, especialmente associadas a lugares como Sintra, mas fáceis de encontrar em Lisboa. As areias (aqui fotografadas) são bolachas amanteigadas e quebradiças, muitas vezes ligadas a Cascais, e aguentam melhor o transporte do que doces com creme. Se há coisa com que pode contar é que, quer compre numa pastelaria quer num supermercado, terá sempre muitos doces portugueses típicos para levar para o seu piquenique. 

As bebidas devem acompanhar o ambiente, o calor e a distância que vai ter de caminhar. A água é indispensável, sobretudo se o lugar escolhido implicar subir, o que em Lisboa não é propriamente raro. Entre os refrigerantes, o Sumol é o clássico português, sobretudo nos sabores de laranja e ananás, enquanto os sumos Compal fazem parte da paisagem de cafés, mochilas de escola e geleiras de praia em todo o país. O chá gelado, que por cá quase toda a gente chama iced tea, é comum, mas normalmente na versão engarrafada ou enlatada, não é feito em casa. Se quiser levar álcool, mantenha as coisas simples e leves, focando-se em cerveja, vinho verde, um branco fresco ou rosé. O vinho verde é especialmente bom para piqueniques porque é fresco, ligeiramente frisante e feito para o tempo quente. 

Wine being poured into a glass on a picnic blanket with cheese and honey.

Imagem cortesia de Portugal Experiment 

Mesmo durante um piquenique, ainda pode participar na cultura lisboeta de café. Se o seu piquenique acontecer no Jardim da Estrela, no Jardim do Príncipe Real, no Campo Grande, na Ribeira das Naus ou noutra zona com quiosques por perto, o melhor plano pode ser levar a comida e comprar as bebidas no local. Assim tem acesso a cerveja fresca, refrigerantes, sumos naturais e café, sem ter de carregar tudo consigo. 

Além da comida, não se esqueça de levar guardanapos, idealmente uma faca pequena, copos, um saca-rolhas se houver vinho, um saco para o lixo e protetor solar, caso o seu lugar de piquenique não fique totalmente à sombra.  

Os melhores lugares para fazer um piquenique em Lisboa 

Não existe um único “melhor lugar para fazer piquenique em Lisboa”, porque isso depende do tipo de programa que tem em mente. Um piquenique mais familiar e composto pede sombra, espaço e, idealmente, um banco ou uma mesa por perto. Um piquenique rápido ao fim da tarde pode funcionar num miradouro, com alguns snacks e bebidas frescas. Um piquenique junto ao rio corre melhor quando a comida é simples e fácil de comer à mão. Há jardins feitos para ficar sem pressa, enquanto outros são melhores para um café, um doce e uma pausa curta antes de continuar o passeio. Lisboa oferece todas estas opções, por isso cabe-lhe escolher o que combina melhor com o tipo de dia que lhe apetece. 

Lugares clássicos para fazer piqueniques em Lisboa 

 Jardim da Estrela 

Gazebo in a park surrounded by trees and a clear sky.

Imagem cortesia de Expedia 

O Jardim da Estrela (Praça da Estrela) é um dos jardins preferidos em Lisboa para fazer piqueniques, sobretudo se quiser um lugar central, verde e fácil de aproveitar sem grande planeamento. Mesmo em frente à Basílica da Estrela, este é um verdadeiro jardim de bairro, onde verá famílias com crianças, moradores mais velhos à conversa nos bancos, casais sentados na relva, pessoas a passear cães e grupos a prolongar o café. Há sombra, há bancos, há quase sempre vida suficiente para o jardim ser animado sem se tornar caótico, e o quiosque pode ajudar com bebidas frescas, café ou qualquer extra se as provisões do piquenique começarem a falhar. 

Como há muitas lojas e padarias nas redondezas, um piquenique no Jardim da Estrela pode ser facilmente improvisado sem grande preparação. O jardim fica também a cerca de dez minutos a pé do Mercado de Campo de Ourique (Rua Coelho da Rocha 47), um mercado municipal onde pode comprar praticamente tudo o que precisa, incluindo pão de fermentação lenta, conservas, queijo e fruta fresca, sem ter de entrar num supermercado mais genérico. Se lhe apetecer levar vinho, pode passar pelo caminho na Garrafeira Campo de Ourique (Rua Tomás da Anunciação 29A) e escolher uma garrafa. 

Jardim do Príncipe Real 

Sunny park scene with playground, benches, and green grass.

Imagem cortesia de LISBOA 

O Jardim do Príncipe Real, oficialmente chamado Jardim França Borges (Praça do Príncipe Real), é uma das melhores opções clássicas para um piquenique descontraído em Lisboa, sobretudo se a sua ideia de piquenique inclui a possibilidade de comprar bebidas frescas por perto, em vez de carregar tudo consigo. O jardim fica mesmo no centro de um dos bairros mais elegantes e movimentados da cidade. Além de grupos de amigos e de uma mistura de lisboetas e estrangeiros, também encontrará famílias que vêm com crianças por causa do parque infantil, bem como moradores da zona a passear os cães. Há muita vida no próprio jardim, nos quiosques e nos cafés à volta. 

Este é um bom lugar para um piquenique que mistura comida trazida de fora com a cultura lisboeta dos quiosques. Leve pão, queijo, fruta, salgados ou sanduíches, e depois compre café, limonada ou cerveja no quiosque se quiser simplificar. A sombra é uma grande vantagem, sobretudo nos meses mais quentes, e a localização facilita a compra de comida nas redondezas antes de se sentar. Está perto de padarias, mercearias, cafés e lojas especializadas, por isso este piquenique tanto pode ser planeado como nascer de uma situação espontânea. O jardim fica literalmente a dois minutos a pé da Queijaria (Rua do Monte Olivete 40), uma loja especializada em queijos de qualidade de Portugal e de fora. Junte-lhe bom pão e, idealmente, uma faca, e tem um piquenique focado em queijo sem grande esforço. Aos sábados de manhã, o jardim também recebe um mercado biológico de produtores, o que pode facilitar a compra de produtos frescos, sobretudo fruta, embora deva ter em conta que a zona fica mais movimentada nesses dias. 

Tapada das Necessidades 

Lush park with trees, path, and distant view of a large red bridge.

Imagem cortesia de LISBOA 

No bairro de Alcântara, atrás do Palácio das Necessidades, a Tapada das Necessidades (Calçada das Necessidades) é uma escolha menos óbvia para a maioria dos visitantes estrangeiros, mas ótima se procura um grande espaço verde frequentado sobretudo por locais. Tem história, vistas, árvores, recantos tranquilos e espaço suficiente para sentir que saiu da cidade sem realmente sair dela. 

Aqui, o piquenique pode ser mais generoso, porque há bastante espaço na relva e também algumas mesas com bancos. Se decidir comprar mantimentos na zona, explore as lojas da Rua Prior do Crato, onde a padaria de fermentação lenta Gleba tem uma loja (Rua Prior do Crato 16) e onde o bar e loja de vinhos Arinto (Rua Prior do Crato 48) oferece uma seleção de garrafas muito melhor do que a de um supermercado comum. Ainda assim, há também um Continente Bom Dia na mesma rua, onde se pode comprar o essencial. Se estiver a pensar comer logo, até pode pedir um prego para levar n’O Palácio (Rua Prior do Crato 142), que, apesar de ser uma marisqueira, tem boa reputação pelas suas famosas sandes de carne à portuguesa. 

Jardim do Torel 

People sitting on grass under trees with a cityscape in the background.

Imagem cortesia de Visit Lisboa no Facebook 

O Jardim do Torel (Rua Júlio de Andrade) é melhor para um piquenique compacto do que para um grande banquete, mas continua a ser uma opção a considerar, porque tem bastante sombra, um ambiente mais tranquilo do que os miradouros mais famosos e, ainda assim, ótimas vistas sobre a cidade. Localizado acima da Avenida da Liberdade, é um bom lugar para um piquenique leve, com comida fácil de comer, como sanduíches, bolos, fruta ou alguns salgados. Funciona especialmente bem se estiver hospedado ou a passear pela Avenida, Campo Mártires da Pátria ou Arroios. 

Recomendamos levar os snacks e as bebidas antes de chegar, porque não há assim tantas opções mesmo ao lado. Se depois do piquenique no Jardim do Torel lhe apetecer mexer-se um pouco, mas continuar por zonas com sombra, pode caminhar até ao Jardim do Campo Santana, também conhecido como Jardim Braancamp Freire, onde há lugares para tomar café e beber alguma coisa, além de um parque infantil. Se não levou sobremesa, mas lhe apetecer acabar com algo doce, visite a (Campo dos Mártires da Pátria 50) e explore a excelente variedade de gelados, incluindo opções veganas e sem açúcar. 

Lugares junto ao rio para fazer piquenique em Lisboa 

A frente ribeirinha de Lisboa é ideal para piqueniques informais, mas, como estas zonas costumam ser movimentadas, não conte conseguir estender uma manta e montar uma refeição completa. Pense antes em sandes, bolos, fruta e bebidas frescas, comida prática e com poucas probabilidades de voar se estiver vento, como às vezes acontece junto ao rio. 

 Ribeira das Naus 

People walking along a waterfront promenade with a large cruise ship docked nearby.

Imagem cortesia de Lisbonne Idée 

A Ribeira das Naus é um dos lugares mais fáceis no centro de Lisboa para um piquenique informal junto ao Tejo. Os degraus largos entre a Praça do Comércio e o Cais do Sodré foram feitos para sentar e, por que não, petiscar. Embora esta seja uma zona onde verá sobretudo turistas, à hora de almoço, quando o tempo está bom, também encontrará alguns locais que trabalham por perto a aproveitar uma marmita prática. Mais ao fim da tarde, a zona enche-se de pessoas a olhar para o rio, a beber qualquer coisa fresca e a aproveitar os longos pores do sol a que o verão lisboeta nos habituou. 

Mais uma vez, este não é o lugar para fazer uma refeição familiar completa, mas é ótimo para comer sandes, salgados, fruta, bolos ou algumas coisas compradas na Baixa ou no Cais do Sodré. Como a zona é central, pode facilmente comprar comida antes de chegar ou contar com os cafés e quiosques por perto para as bebidas. A Ribeira das Naus funciona especialmente bem para viajantes que querem um momento de piquenique rápido entre visitas, sem sair do centro. As padarias e lojas próximas sabem disso, por isso costumam ter muitas sanduíches prontas para levar. Para uma sanduíche bem portuguesa, recomendamos passar pela casa A Nova Pombalina (Rua do Comércio 2), onde recheiam pães de côdea firme com bons queijos cortados à faca e enchidos regionais, em vez do fiambre e queijo genérico que encontra em tantos sítios. Também têm excelentes sumos naturais, feitos com uma mistura de frutas do dia, que acompanham muito bem as sandes. 

Belém 

Family enjoying a picnic on grass near a historic tower on a sunny day.

Imagem cortesia de Piquenique em Lisboa no TripAdvisor 

Os jardins ribeirinhos de Belém estão entre os lugares mais óbvios para fazer piqueniques em Lisboa, mas óbvio não significa sobrevalorizado. Belém tem monumentos, relvados amplos, vista para o rio, museus, cafés e uma das paragens doces mais famosas da cidade. Pode visitar o Mosteiro dos Jerónimos, caminhar em direção ao Tejo, comprar algo para comer e transformar o passeio inteiro num almoço ao ar livre sem pressas. 

Em termos de comida, este é o território onde os pastéis de nata se tornam quase obrigatórios. Comprar pastéis ainda quentes nos Pastéis de Belém e comê-los ali perto pode ser turístico, mas também é genuinamente bom e continua a ser algo que muitos lisboetas fazem quando vão a esta zona da cidade. Para equilibrar o açúcar com algo salgado, leve ou compre antes de chegar sanduíches, empadas, croquetes, fruta, queijo ou outros snacks. Belém é uma boa escolha para famílias e para quem visita Lisboa pela primeira vez, porque tem espaço, zonas planas para caminhar e vários sítios por perto para comprar comida, bebidas ou café. 

O Jardim Vasco da Gama (Rua Vieira Portuense) e o Jardim da Praça do Império são os melhores pontos para fazer piqueniques em Belém. Estes jardins ficam perto do Mosteiro dos Jerónimos e das principais atrações da zona, por isso são muito práticos. Sentar-se no Jardim da Torre de Belém (Av. de Brasília) é uma opção melhor se preferir ficar ainda mais perto do rio, e também há bastante espaço para aproveitar. Como esta é uma zona muito dedicada aos monumentos, não há assim tantas lojas por perto, por isso convém planear um pouco e trazer o essencial. O que não precisa mesmo de trazer de antemão são pastéis de nata. 

Parque das Nações 

People walk on a path near a bridge and trees by the water.

Imagem cortesia de PROAP 

A frente ribeirinha do Parque das Nações oferece um ambiente de piquenique completamente diferente. Em vez de jardins antigos, monumentos e fachadas de azulejo, encontra passeios largos, arquitetura contemporânea, percursos planos, arte pública e vistas abertas sobre o Tejo. É menos tradicional e mais espaçoso, o que pode ser exatamente o que procura se estiver a fazer piquenique com crianças, se quiser andar de bicicleta, caminhar um pouco ou simplesmente descansar das colinas de Lisboa. 

Como o Parque das Nações tem muitos cafés, zonas comerciais e supermercados por perto, é um dos lugares mais fáceis de Lisboa para um piquenique de última hora. Entre no Centro Vasco da Gama (Av. Dom João II 40) e compre o que lhe apetecer, seja no hipermercado, seja nas várias lojas e restaurantes da zona de restauração. Se estiver à procura de algo mais leve, pode espreitar os salgados vendidos no Celeiro, incluindo empadas e tartes com recheios como lentilhas ou algas. Se come carne e vai comer logo a seguir, uma bifana suculenta da Bifanas de Vendas Novas é difícil de bater. 

Se lhe apetecer uma caminhada digestiva depois de comer, a frente ribeirinha do Parque das Nações é plana, larga e feita para andar sem grande esforço. Pode caminhar ao longo do Tejo, passando pelo Oceanário, pelo Pavilhão de Portugal, pelos jardins e pela arte pública que ficou da Expo 98, ou seguir para norte em direção à Torre Vasco da Gama e à zona do Parque Tejo. Se quiser andar mais, continue pelos percursos junto ao rio em direção ao Parque do Tejo e à zona do Trancão, justificando a sobremesa quando voltar para o Oriente. A Telecabine Lisboa é outra opção se quiser ver esta parte da frente ribeirinha a partir de cima, num percurso de cerca de 1.2 km entre a zona próxima do Oceanário e a antiga Torre Vasco da Gama, com vistas sobre o Tejo e o Parque das Nações. 

 

Piqueniques e lanches nos miradouros de Lisboa 

Os miradouros mais populares de Lisboa são lugares tentadores para fazer piqueniques, mas convém abordá-los com algum realismo. Muitos funcionam melhor para um lanche rápido do que para um piquenique completo, sobretudo quando estão cheios, são difíceis de alcançar por causa das subidas ou têm poucos lugares confortáveis para se sentar. Aqui, a melhor opção é levar comida que consiga comer com uma mão, como uma simples sandes ou um bolo. 

Miradouro da Senhora do Monte 

Musicians playing in a park with large trees and people sitting nearby.

Imagem cortesia de Brasília na Trilha 

O Miradouro da Senhora do Monte (Largo Monte) tem uma das vistas mais impressionantes de Lisboa, o que também significa que raramente o terá só para si. Daqui, a cidade abre-se em largura, com vista para o castelo, o rio, a malha da Baixa, as colinas e a ponte ao fundo. É um excelente lugar para um momento breve de piquenique, especialmente ao fim da tarde, mas não é o sítio mais confortável para uma refeição demorada. Há poucos lugares sentados, a sombra não abunda e a subida vai fazê-lo questionar cada item desnecessário que colocou na mochila. 

Mantenha a comida compacta e não se esqueça de levar bastante água, embora costume haver por ali uma pequena carrinha a vender bebidas frescas, limonada natural e café. A melhor estratégia é comprar alguma coisa na Graça, onde há lojas de bairro, supermercados e pastelarias com o que possa precisar para um piquenique aqui. A Saga (Largo da Graça 135), uma pastelaria tradicional do bairro, é uma boa opção para sanduíches, salgados como folhados recheados com salsicha ou fiambre e queijo, fritos e empadas, além de doces deliciosos, incluindo croissants com recheios generosos. 

Miradouro da Graça e Jardim da Cerca da Graça 

People relaxing on a sunny day in a park with trees and distant buildings.

Imagem cortesia de NIT 

O Miradouro da Graça (Calçada da Graça) e o Jardim da Cerca da Graça funcionam melhor se quiser ficar mais tempo. O miradouro em si tem a vista clássica, a igreja, a esplanada e o fluxo constante de pessoas que vieram pelo mesmo motivo. É bonito, mas pode ficar cheio. Para um piquenique mais confortável, siga até ao vizinho Jardim da Cerca da Graça (Calçada do Monte), na imagem acima, um dos maiores espaços verdes do centro histórico de Lisboa. Dá-lhe mais espaço, mais relva e uma melhor hipótese de se sentar sem sentir que está a bloquear a fotografia de alguém. 

Esta zona é bonita, mas ainda assim prática, com muitas lojas por perto para comprar comida e snacks, além de quiosques tanto no miradouro como no jardim, onde se pode pedir bebidas frescas ou café. Se gosta de cerveja e tem curiosidade em explorar cervejas artesanais portuguesas, recomendamos passar pela 8a Colina Graça (Rua Damasceno Monteiro 8A) e levar algumas garrafas para o piquenique. Entre as opções mais distintas estão a Dias de Bazófia, com pera e canela; a Barrica Lourinhã, envelhecida durante 10 meses em barricas de aguardente da Adega Cooperativa da Lourinhã; e a Vila Berta, uma IPA clássica criada como homenagem ao bairro da Graça, que dá nome à cerveja e ganha uma vida especial todos os anos em junho, durante as festas populares de Santo António. 

 Miradouro do Parque Eduardo VII 

Park with wide green lawn, people walking, city and ocean in background.

Imagem cortesia de Lisbon Property 

O Parque Eduardo VII é uma boa escolha se quiser um piquenique com vista sem disputar espaço num dos miradouros mais concorridos de Lisboa. Já no parque, pode escolher o lugar consoante o ambiente que lhe apetecer, entre os relvados centrais e amplos, as zonas laterais mais tranquilas se estiver à procura de sombra, ou o Jardim Amália Rodrigues (Alameda Cardeal Cerejeira), no topo, onde pode sentar-se perto da fonte e sentir-se ligeiramente afastado do trânsito lá em baixo. Mas gostamos especialmente do miradouro no topo do Parque Eduardo VII, com vistas que se abrem diretamente sobre o Marquês de Pombal, a Avenida da Liberdade, a Baixa e o rio. Se estiver hospedado ou a passear pelo Marquês, Saldanha ou Picoas, este é um excelente lugar a qualquer hora do dia. 

Também é uma boa opção se quiser um piquenique mais cuidado, já que o El Corte Inglés (Av. António Augusto de Aguiar 31) fica por perto. O supermercado tem ótimos produtos que nem sempre encontra noutros lugares, incluindo ingredientes internacionais, bons queijos, vinhos, tostas, fruta, comida pronta a levar e petiscos mais cuidados para piqueniques. A zona Club del Gourmet é útil se quiser gastar um pouco mais em produtos específicos, e também há frequentemente balcões temporários com doces ou salgados que pode facilmente acrescentar ao seu menu. O parque alberga ainda a Estufa Fria, o histórico jardim-estufa de Lisboa, por isso pode combinar o piquenique com uma visita se quiser prolongar o programa. 

 

Grandes espaços verdes dentro de Lisboa 

Alguns piqueniques em Lisboa pedem mais do que um banco bonito e uma vista. Se está a planear uma refeição mais composta, sobretudo com crianças ou um grupo maior de amigos, precisa de espaço. Lisboa tem vários parques maiores onde pode ficar mais tempo, estender-se um pouco e fazer com que o programa pareça um verdadeiro piquenique, não apenas um snack rápido ao ar livre. 

Monsanto 

Wooden picnic tables in a forested park setting with sunlight filtering through trees.

Imagem cortesia de Time Out Lisboa 

O Parque Florestal de Monsanto é o mais perto que Lisboa chega de um piquenique no campo sem sair da cidade. É enorme, verde e muito mais selvagem do que os jardins arranjadinhos do centro. É aqui que muitos locais vêm caminhar, correr, andar de bicicleta, celebrar aniversários, fazer festas de crianças, passear cães e passar longas tardes de domingo ao ar livre. Também é um dos melhores lugares em Lisboa para um piquenique mais tradicional, de estilo familiar, porque há espaço para se instalar como deve ser. 

Monsanto funciona bem se quiser levar mais do que sandes. Este é o lugar para pão, queijo, azeitonas, enchidos, fruta, bolos, saladas, bebidas e tudo aquilo que pareceria excessivo num miradouro. É um sítio muito usado para piqueniques de aniversário, por isso não é raro ver um grupo a cantar os parabéns e a cortar um bolo. Algumas zonas têm mesas de piquenique, o que ajuda em festas, mas também churrasqueiras públicas, o que permite transformar o piquenique numa verdadeira refeição ao ar livre com grelhados, sobretudo se for com locais que sabem exatamente onde se instalar. Tenha em conta que os churrascos não são permitidos entre 1 de julho e 30 de setembro, para ajudar a prevenir acidentes durante a época de maior risco de incêndio. Monsanto não é o lugar mais fácil para improvisar depois de lá estar, por isso, leve o que precisa, incluindo água, guardanapos, sacos para o lixo e qualquer coisa necessária para cortar ou abrir embalagens. Por outro lado, se for de carro, consegue levar todos os mantimentos com bastante conforto. 

Mata de Alvalade 

People sitting on logs in a sunny park with trees and lawn.

Imagem cortesia de Time Out Lisboa 

Se procura um lugar local que raramente aparece nos guias turísticos habituais de Lisboa, recomendamos a Mata de Alvalade, também conhecida como Parque José Gomes Ferreira (Rua Alferes Malheiro 1), uma zona verde encaixada entre áreas residenciais, escolas, instalações desportivas e estradas movimentadas. Não vai tropeçar nela por acaso, mas se quiser fazer um piquenique num sítio com muitas árvores, zonas abertas, caminhos para passear e um ambiente de bairro, com pessoas a fazer exercício, a passear cães, a levar crianças ao parque ou simplesmente a usar o espaço como parte da sua rotina diária, este é um lugar difícil de bater. 

Para um piquenique, a Mata de Alvalade faz mais sentido se estiver hospedado ou a circular pela zona de Alvalade, Roma, Areeiro ou Entrecampos. Esta parte de Lisboa é excelente para comprar comida de forma muito prática e local, com padarias, cafés, mercearias, frutarias e o Mercado de Alvalade Norte (Av. Rio de Janeiro) por perto. Isso significa que pode montar facilmente um piquenique com muitos produtos locais e comprar algumas bebidas antes de entrar no parque. Para mais bebidas frescas e café, há um quiosque dentro da Mata de Alvalade chamado Forest Terrace, onde também vendem sanduíches e gelados. Não venha à espera de vistas, mas se gosta de espaços verdes tranquilos e despretensiosos, pode passar um ótimo bocado na Mata de Alvalade. 

 Jardim do Campo Grande 

Park with pond, colorful boats, trees, and a blue sky with wispy clouds.

Imagem cortesia de Paula S no TripAdvisor 

O Jardim do Campo Grande, oficialmente chamado Jardim Mário Soares, é um dos melhores lugares para fazer um piquenique se quiser ver um lado mais quotidiano de Lisboa. Localizado entre Alvalade, Entrecampos e a Cidade Universitária, este jardim alongado não costuma estar no topo das listas dos visitantes, sendo usado sobretudo por estudantes, famílias, pessoas que trabalham nas redondezas e pessoas dos bairros à volta. Tem relvados, árvores, bancos, quiosques, parques infantis e espaço suficiente para se sentir descontraído, mesmo estando em pleno meio da cidade e entre grandes vias de trânsito. 

Também é um dos melhores lugares para fazer piqueniques se quiser comprar comida como alguém que vive mesmo nesta zona de Lisboa. Em vez de depender do que estiver mais perto do centro turístico, recomendamos seguir em direção a Alvalade antes de entrar no jardim. O Mercado de Alvalade Norte continua a ser um verdadeiro mercado de bairro, conhecido pelos frescos e pelas boas bancas de peixe, mas também é útil para fruta, pão, queijo, azeitonas e snacks. A Avenida da Igreja também está cheia de cafés, pastelarias e pequenos negócios de comida, por isso este pode facilmente tornar-se um piquenique construído a partir de várias paragens, em vez de uma ida rápida ao supermercado. Felizmente, o Jardim do Campo Grande oferece mais do que um lugar para se sentar na relva e comer. Há um lago, caminhos largos, quiosques, parques infantis e bancos e zonas de sombra suficientes para funcionar com vários tipos de piquenique. 

Quinta das Conchas 

Open grassy park with trees and distant buildings under a blue sky.

Imagem cortesia de De Manta no Sofá 

A Quinta das Conchas (Alameda da Linha das Torres) é outra excelente escolha se quiser um espaço maior e mais verde, longe do circuito turístico mais óbvio. Localizada no Lumiar, no norte de Lisboa, é ampla, arborizada e muito popular entre famílias locais, pessoas a correr, pessoas a passear cães e moradores da zona. Para quem fica hospedado no centro histórico, pode parecer um pouco fora de mão, mas é muito fácil lá chegar de metro. 

Para comer, a Quinta das Conchas funciona melhor quando chega sobretudo preparado, mas não necessariamente com tudo organizado ao milímetro. O parque fica mesmo junto à linha amarela do metro, por isso pode comprar mantimentos antes de chegar ou abastecer-se no Lumiar, onde encontra padarias, cafés, supermercados e pequenas lojas de bairro. Para simplificar, pode ir ao Pingo Doce Parque Europa, que fica mesmo ao lado da estação de metro Quinta das Conchas. Já dentro do parque, há algumas mesas de piquenique e bancos em zonas com sombra, mas também existe bastante espaço para estender uma manta na relva. A Quinta das Conchas é especialmente boa para piqueniques e para ficar depois de comer, porque é um verdadeiro parque de bairro, com movimento suficiente para agradar a pessoas diferentes. O espaço está dividido em várias zonas, incluindo relvados amplos, áreas arborizadas e a zona da Quinta dos Lilases, e é um dos maiores espaços verdes de Lisboa. Há parques infantis, trilhos para caminhar, um parque canino, um lago e um restaurante onde pode comprar bebidas, café ou gelados para terminar o piquenique com algo doce. Nos dias mais quentes, até pode ver crianças a molhar os pés nos zonas com água, embora isso não seja oficialmente permitido. 

Parque da Bela Vista 

Urban park with trees, pathways, and distant cityscape under a clear sky.

Imagem cortesia de Coultourista 

O Parque da Bela Vista (Av. Alameda Gago Coutinho) é um espaço grande, conhecido por muita gente devido a grandes eventos, como festivais de música, mas também é uma zona verde útil para piqueniques quando quer mais espaço do que charme. Tem relvados amplos e vistas abertas, mas é menos romântico e arranjado do que lugares como a Estrela ou o Príncipe Real. 

É um bom sítio para um piquenique, quer escolha sentar-se na relva quer usar as instalações, que incluem mesas e bancos de madeira, além de zonas de churrasco. Há áreas com sombra, mas não por todo o parque, por isso tenha isso em conta ao escolher a comida, sobretudo se não tenciona comer logo. Como a Bela Vista é aberta e pode parecer exposta, costuma funcionar melhor de manhã, ao fim da tarde ou no início da noite, particularmente no verão. Como há bastante espaço, uma sesta pós-piquenique é perfeitamente possível sem que ninguém o incomode. Se preferir algo mais ativo, pode dar uma volta, ir de bicicleta para aproveitar as ciclovias, ou, se estiver com crianças, passar pelo parque infantil. 

 

Outros lugares para fazer piqueniques perto de Lisboa 

Embora este guia se concentre em Lisboa, vale a pena mencionar alguns lugares suficientemente próximos da cidade para fazer um piquenique, e felizmente acessíveis de transportes públicos. Pode, por exemplo, atravessar o rio até Cacilhas e caminhar em direção ao Ginjal para uma das melhores vistas sobre Lisboa, sobretudo ao fim da tarde. 

Person holding a pastry with cream filling, beach and ocean in background.

Imagem cortesia de New in Setubal  

Para piqueniques de praia, lugares como Carcavelos e a Costa da Caparica são extensões óbvias da vida lisboeta nos meses mais quentes. Claro que passar um dia de praia à portuguesa envolve comida, mas convém apostar em opções simples, como sanduíches, batatas fritas de pacote, fruta e bebidas. Durante os meses mais quentes, é normal encontrar vendedores ambulantes na praia a vender bolas de Berlim recheadas com creme de ovo, por isso pelo menos a parte doce do piquenique fica resolvida. 

Se quiser ir um pouco mais longe, também pode considerar Sintra, Cascais, a Arrábida ou Mafra, onde existem muitos lugares para fazer piqueniques. Para mais ideias fora da cidade, veja o nosso guia dos melhores passeios de um dia a partir de Lisboa que nós, locais, também gostamos de fazer

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