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Guia de Viagem Gastronómica às Caldas da Rainha

Smiling woman in apron stands in decorated restaurant with colorful tablecloths and flower arrangements.

 

Caldas da Rainha é conhecida pelas cerâmicas coloridas, mas esta cidade da região Oeste também merece uma visita pelas suas águas termais, pelos mercados e pela cultura gastronómica. Fica perto o suficiente de Lisboa para ser uma escapadinha fácil, e a nossa sugestão é que venha com curiosidade e, sobretudo, com fome.

De autocarro, parte de Sete Rios e chega diretamente a Caldas em cerca de 1 hora e 10 minutos, com a Rede Expressos a assegurar ligações diretas frequentes ao longo do dia. De carro, o caminho também é simples, saindo de Lisboa pela A8 em direção ao norte e seguindo quase sempre em linha reta, saindo perto de Caldas da Rainha. Em condições normais de trânsito, faz o percurso em cerca de uma hora e, se estiver de carro, vale a pena aproveitar a flexibilidade extra para fazer um desvio até à Lagoa de Óbidos, à praia de Foz do Arelho, ou à vila de Óbidos, na ida ou no regresso.

Imagem de capa cortesia de Jornal de Leiria

O nascimento das Caldas da Rainha está relacionado com a água quente que aqui brota. Acredita-se que a rainha D. Leonor, esposa de D. João II, mandou construir um hospital no século XV depois de ver populares a banharem feridas em águas sulfurosas que pareciam, de facto, resultar. O hospital termal que se seguiu transformou as Caldas da Rainha numa das primeiras estâncias termais da Europa, e a cidade ainda hoje conserva essa energia que faz lembrar tempos passados. Isso sente-se sobretudo em torno do Parque D. Carlos I, um jardim romântico desenhado à volta do antigo complexo termal, e do Museu José Malhoa, escondido no meio do verde.

Aerial view of colorful market stalls among orange-roofed buildings in a small town.

Imagem cortesia de Portugal The Simple Life no Facebook

Consegue explorar praticamente todo o centro das Caldas da Rainha a pé, e o melhor ponto de partida é a Praça da Fruta, o mercado diário ao ar livre instalado na Praça da República. Todas as manhãs, as bancas ocupam a calçada até ao início da tarde, fazendo deste o único mercado do género em Portugal que continua a funcionar ao ar livre todos os dias da semana. Aqui vê o que o Oeste realmente produz, incluindo peras Rocha e maçãs, fruta de caroço da época, couves enormes e molhos de outros verdes, feijão seco, ovos, pão da região, mel, biscoitos caseiros e, por vezes, enchidos e peixe seco. Se quiser sentir a cidade a acordar, o ideal é vir de manhã cedo, que é quando melhor se observa o entra e sai, as conversas e a cumplicidade entre clientes habituais e vendedores. Tenha apenas em atenção que, por volta da hora do almoço, o mercado começa a fechar.Vintage stone building with gabled roofs by a pond and surrounded by bare trees.

Imagem cortesia de NCultura

A partir do mercado, são poucos minutos a pé até ao complexo do Hospital Termal da Rainha D. Leonor, a razão pela qual as Caldas da Rainha existem (Largo Rainha D. Leonor). O Hospital Termal Rainha D. Leonor é considerado o hospital termal em funcionamento mais antigo do mundo, fundado em 1485 em torno de águas ricas em enxofre que brotam a cerca de 35 ºC e que, durante séculos, foram receitadas para reumatismo, artrite e problemas respiratórios. Hoje, os edifícios históricos formam um pequeno conjunto que inclui o próprio hospital termal, a igreja de Nossa Senhora do Pópulo, os vários pavilhões construídos em épocas diferentes e o Museu do Hospital e das Caldas, instalado na antiga residência real onde se dizia que a rainha ficava hospedada. No interior do museu encontra objetos e equipamento médico que contam séculos de medicina termal, além da famosa piscina antiga onde, diz a tradição, a rainha se banhava. As visitas guiadas costumam estar disponíveis nos meses mais quentes, mas vale a pena conferir os horários atualizados no posto de turismo ou online antes de ir.

Ancient stone room with reflective water pool and dim lighting.

Imagem cortesia de 19 Tile Ceramic Concept

Se, para além de ver, quiser também usufruir das águas, procure as instalações modernas das Termas das Caldas da Rainha, que funcionam sob a mesma gestão. Os banhos termais contemporâneos oferecem tratamentos prescritos por médico entre março e dezembro, mas também programas de bem-estar mais relaxados, com piscinas de água mineral, duches Vichy e de jato, terapias de inalação, bem como massagens e rituais de spa que não exigem qualquer problema reumatológico para serem usufruídos.

Entrance of Museu de Jose Malhoa with a statue and autumn leaves.

Imagem cortesia de W360

Mesmo que as termas não lhe interessem particularmente, vale sempre a pena entrar no Parque D. Carlos I (Rua de Camões 37), o grande jardim em redor do complexo termal. É aqui que vê as famílias das Caldas da Rainha a passear ao fim de semana, e é também aqui que encontra o Museu José Malhoa, instalado num pavilhão dentro do parque. O museu é dedicado sobretudo à obra de José Malhoa, um dos principais pintores naturalistas portugueses, e de outros artistas seus contemporâneos, com pintura, escultura e alguma cerâmica, em grande parte dos séculos XIX e do início do século XX.

Spacious gallery with a central statue, red seating, and modern lighting.

Imagem cortesia de rede portuguesa de arte contemporânea

Um pouco mais afastado, mas ainda perfeitamente acessível a pé desde o centro, o Centro de Artes (Rua Dr. Ilídio Amado) traz a história artística da cidade para os séculos XX e XXI. Este complexo com vários edifícios reúne museus dedicados aos escultores António Duarte, João Fragoso e Barata Feyo, bem como ateliers e salas de exposição para artistas contemporâneos. É uma boa paragem para perceber como a tradição artística das Caldas evoluiu da escultura clássica para trabalhos mais experimentais, e as peças ao ar livre espalhadas pelo recinto mostram como a identidade criativa da cidade não se resume à cerâmica, mesmo quando é disso que toda a gente fala primeiro.

Stone building with red roof, bare trees, and sculpture in foreground on a sunny day.

Imagem cortesia de Cultura Portugal

Dito isto, é impossível falar de Caldas da Rainha sem falar de barro. A cidade faz parte da Rede de Cidades Criativas da UNESCO na área do artesanato e das artes populares, e é na cerâmica que esse património mais se nota. Uma visita mais demorada ao Museu da Cerâmica (Rua Dr. Ilídio Amado) ajuda a ganhar contexto. O museu está instalado numa casa romântica de finais do século XIX, mandada construir pelo Visconde de Sacavém, colecionador e mecenas de ceramistas locais, rodeada de jardins decorados com azulejos e esculturas. Lá dentro, a coleção atravessa vários séculos e centros de produção, contando com faiança tradicional das Caldas, peças da Real Fábrica do Rato em Lisboa, trabalho antropomórfico de Maria dos Cacos, e cerâmica naturalista de Manuel Mafra, o responsável por trazer para cá a influência de Bernard Palissy. Um dos destaques é o forte núcleo de obras de Rafael Bordallo Pinheiro, que documenta a produção da Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha entre finais do século XIX e início do século XX, lado a lado com cerâmica contemporânea de artistas portugueses e internacionais. É aqui que passa a fazer sentido a história de todos aqueles pratos de couve que se podem ver em lojas de loiça e de souvenirs um pouco por todo o país.

Table set with green leaf plates, bread, cheese, and olives on a wooden serving board.

Imagem cortesia de Vista Alegre

A partir do museu, fica a um pulinho da atual fábrica e loja da Bordallo Pinheiro (Fábrica Bordallo Pinheiro, Rua Rafael Bordalo Pinheiro 53), onde continua a produzir-se a marca de cerâmica mais famosa da cidade. Fundada em 1884 pelo artista, caricaturista e cronista social Rafael Bordallo Pinheiro, a fábrica juntou técnicas tradicionais a uma imaginação muito própria, numa linguagem naturalista que se traduz em travessas de folhas de couve, pratos onde se passeiam caranguejos e lagostas, caracóis, rãs, aves, frutos e figuras bem-humoradas. Em determinados dias é possível visitar os espaços da fábrica, ver moldes, fornos e processos de vidragem e, no fim, testar a força de vontade na loja de fábrica, onde é difícil sair de mãos a abanar.

Four iced cookies with one broken, on a rectangular metal tray on a wooden surface.

Imagem cortesia de SAPO

A comida nas Caldas da Rainha é um reflexo direto daquilo que a envolve, sobretudo dos pomares e da Lagoa de Óbidos. A proximidade da lagoa traduz-se em pratos tradicionais como a caldeirada de enguia, lentamente cozinhada com batata e pimento, enguias fritas ou estufadas, sopas de peixe reconfortantes e pratos de marisco mais simples, com aquele sabor particular das águas onde se misturam o rio e o mar. Mas convém lembrar que muitas destas especialidades são sazonais. Do lado doce, e ao longo de todo o ano, para além da fruta que encontra na Praça da Fruta, as Caldas da Rainha têm uma forte tradição de doces conventuais à base de gema de ovo. Nas pastelarias locais vai encontrar cavacas (como as da foto), bolos leves e redondos cobertos com uma camada dura de açúcar; trouxas de ovos, pequenos rolos de fios de ovo que envolvem um recheio de gema cremosa; beijinhos, pequenos doces de coco e ovo, passados por açúcar; e, pela altura do Natal, lampreias de ovos, doces ricos de gema e calda de açúcar moldados e decorados em forma de lampreia.

Two women with wine glasses stand by a barrel overlooking a scenic forest.

Imagem cortesia de annakina no Instagram

Para acompanhar tudo isto, está no meio de uma das regiões vínicas mais interessantes de Portugal, marcada por um clima particularmente fresco. A DOC Óbidos estende-se por concelhos como o Bombarral, Cadaval, Óbidos e as Caldas da Rainha, sendo conhecida sobretudo pelos brancos frescos, vinhos de acidez vincada usados em espumantes e lotes assentes em castas como o Arinto e o Fernão Pires. Várias quintas ao longo das rotas de vinho recebem visitantes para provas e visitas à vinha, por isso, se tiver vontade de fazer um pouco de enoturismo, sugerimos uma passagem pela Vinhos Cortém (não deixe de provar os vinhos laranja) ou pela Humus, da Encosta da Quinta, também com vinhos naturais, biológicos e amigos de quem segue uma alimentação vegan.

Se quiser provar o melhor da região Oeste de Portugal, recomendamos que faça uma refeição em:

 

Os melhores restaurantes de comida portuguesa nas Caldas da Rainha

Ti’Ascenção

Grilled steak with herb butter, served with potato wedges on a white plate.A Ti’Ascenção é aquele sítio a que apetece ir quando há vontade de desfrutar de sabores portugueses reconhecíveis, mas apresentados por alguém que claramente anda a prestar atenção ao que se faz nas cozinhas mais contemporâneas. A carta gira em torno de pratos de conforto com um toque mais “de chefe”. Uma das especialidades da casa é a bochecha à Ti’Ascenção, que consiste em bochechas de porco estufadas até ficarem bem macias, servidas com puré de batata, cebola caramelizada e picles caseiros. Também vale a pena provar as pataniscas de polvo, aqui servidas sobre um arroz cremoso de espinafres com uma espuma leve de alho, e a tempura de bacalhau, uma versão muito delicada de bacalhau frito, em polme leve, sobre puré de batata doce e legumes salteados. Quem prefere carne pode apostar no peito de pato a baixa temperatura, servido com batata gratinada aromatizada com erva príncipe e legumes da época. Os vegetarianos não ficam esquecidos, pois há um risoto de cogumelos feito com queijo da região e manteiga de sálvia, bem cuidado, e cogumelos pleurotus em tempura sobre um risoto de limão e tomilho com molho de queijo de cabra, que se assumem como pratos principais a sério, e não apenas como opção “porque tem de haver”. Nas sobremesas sente-se mais influência internacional, embora também apareçam clássicos portugueses com pormenores atualizados. Pode calhar um brownie de chocolate servido quente com creme de pistácio, caramelo salgado e iogurte de cardamomo, uma pavlova leve com frutos vermelhos e mousse de limão, um leite creme perfumado com manjericão e limão, ou uma panna cotta de erva príncipe com crocante de coco e frutos vermelhos. Em resumo, aqui faz sentido guardar espaço para a sobremesa.

📍Rua Dom João II 41, 2500-852 Caldas da Rainha

www.instagram.com/tiascencao

Imagem cortesia de The Fork

Restaurante e Bar Maria dos Cacos

Elegant restaurant table set with wine glasses, plates, and water glasses.O restaurante Maria dos Cacos fica dentro do boutique hotel 19 Tile, mesmo no centro da cidade, e foi batizado em homenagem à ceramista e empresária oitocentista Maria dos Cacos, uma das figuras que ajudaram a consolidar a fama das Caldas da Rainha no mundo da cerâmica. O espaço assume essa herança sem ser óbvio demais, com uma decoração que conta com peças contemporâneas, superfícies forradas a azulejo, texturas de barro e um ambiente que lembra mais um bar de vinhos moderno ou um pequeno bistro do que um restaurante tradicional. A cozinha trabalha em registo de petiscos, o que faz deste um ótimo sítio para abrir uma garrafa de vinho, ir pedindo pratos para a mesa e deixar o tempo passar. Os destaques incluem tempura de sardinha, camarões tigre em molho de alho com malagueta e gengibre, e o lombo de vaca grelhado no ponto certo. A carta vai mudando, com opções de peixe, marisco e carne, e costuma haver sempre algumas opções vegetarianas, o que na região ainda não é garantido. As sobremesas fogem um pouco ao alinhamento típico de pastelaria portuguesa, sendo que pode surgir um cheesecake basco com sorvete de framboesa ou um bolo de noz com creme de abóbora e mousse de queijo. Para terminar com algo mais próximo da tradição, escolha a mousse de chocolate rematada com azeite de Penamacor e toffee de mel, que combina lindamente com um café. Se veio às Caldas da Rainha especialmente à procura de cerâmica, vir aqui jantar é uma forma de continuar dentro da temática.

📍Rua Gen. Queirós 48, 2500-211 Caldas da Rainha

https://19tile.pt/pt/maria-dos-cacos-restaurante

Imagem cortesia de Maria dos Cacos no Facebook

A Capelinha do Monte

Grilled tuna steak with parsley, green beans, lemon wedge, and potatoes on a silver plate.Mesmo ao lado da Praça 5 de Outubro, A Capelinha do Monte não anda a reinventar nada da cozinha portuguesa, mas sabe exatamente aquilo que faz bem, e isso nota-se no número de clientes habituais que já aqui vêm há anos. Se há prato que ajuda a definir a casa, é o bife com molho de alho, feito à moda antiga, e servido na frigideira com molho abundante, batatas fritas caseiras e um ovo estrelado a cavalo. Os clientes locais também elogiam o cozido à portuguesa quando aparece como sugestão do dia, aquele desfile de carnes, enchidos, couves e tubérculos que é, provavelmente, o prato que melhor representa Portugal à mesa. Para quem procura algo menos pesado, há tamboril grelhado ou no forno e bacalhau à lagareiro, com o peixe assado em azeite e alho com batatas. A comida pode demorar um pouco a chegar em horas de maior movimento, por isso vale a pena pedir uma tábua com queijos regionais portugueses e enchidos para ir petiscando enquanto espera. No fim, se ainda tiver espaço, faça como os portugueses e escolha uma sobremesa da casa e peça um café para rematar a refeição.

📍Praça 5 de Outubro 22, Caldas da Rainha

www.facebook.com/capelinhadomonte

Imagem cortesia de mickerehn no TripAdvisor

Casa Antero

Man pouring beer from a tap beside a large bottle in a bar.A Casa Antero nasceu nos anos 50 como uma taberna simples, uma verdadeira casa de pasto, e no essencial continua a ser isso mesmo, um sítio de bairro onde há sempre qualquer coisa ao lume e onde se vem tanto para comer como para pôr a conversa em dia com a equipa e com outros clientes habituais. O ambiente é descontraído, com mesas próximas e um pequeno terraço que enche nos dias de calor. É mais aquele restaurante para o dia a dia do que para datas especiais, e isso é dito aqui em tom de elogio. A cozinha trabalha com pratos do dia e petiscos para partilhar, que vão variando. Pode calhar uma feijoada de chocos, petingas fritas com açorda de alho, barriga de leitão assada no forno ou coelho guisado com arroz, além de grelhados mais simples. É comida portuguesa caseira, bem servida e em doses generosas, por isso faz sentido pedir dois ou três pratos e dividir pela mesa. Para beber, há vinho da casa tinto e branco, a copo ou em jarro, e uma pequena seleção de marcas portuguesas, normalmente com algumas referências da região Oeste, a preços que permitem escolher um vinho decente sem inflacionar muito a conta.

📍Beco do Forno 9, 2500-073 Caldas da Rainha

www.instagram.com/casaantero

Imagem cortesia de GoCaldas

Solar dos Amigos

Plates of meats, potatoes, and side dishes on a decorated table with utensils.A poucos quilómetros do centro, na aldeia de Guisado, o Solar dos Amigos parece, visto da estrada, uma grande casa de campo. Lá dentro, descobre-se um autêntico labirinto de salas de jantar, com mesas de madeira e paredes cobertas de arreios, fotografias e cartazes antigos ligados ao mundo equestre e tauromáquico. Começou há décadas como uma tasca simples e cresceu até se tornar naquele restaurante onde se marcam almoços de família, aniversários e convívios ruidosos de fim de semana. A cozinha foca-se em comida portuguesa robusta, conhecida pelas doses gigantes. A grelha é a grande estrela, por isso compensa apostar nos secretos de porco preto ou nas costeletas de borrego, sempre bem fumadas e suculentas, acompanhadas por migas de couve, arroz de feijão, e batatas fritas. Aos fins de semana, é frequente encontrar cozido à portuguesa e cabrito assado no forno para almoçar. Outra das especialidades é o bacalhau à campino, que pega na ideia do bacalhau com todos e a serve dentro de um pão redondo inteiro, escavado e recheado com o bacalhau e os legumes, para ir desfazendo à mesa. Nas sobremesas, a escolha recai sobretudo em clássicos portugueses, como pudins, tartes e doces de colher, apresentados numa daquelas travessas que chegam à mesa para se escolher “com os olhos”, muitas vezes acompanhados de um copinho de licor da casa ou outra bebida digestiva, para quem não tem de conduzir a seguir.

📍Rua Principal 49, Guisado, 2500-633 Caldas da Rainha

www.instagram.com/solar_dos_amigos

Imagem cortesia de mickerehn no TripAdvisor

Adega do Albertino

Seafood platter with sauce, fries, vegetables, and grilled items on a plate.Também nos arredores das Caldas da Rainha, na aldeia de Imaginário, a Adega do Albertino está de portas abertas desde 1989. Nasceu como projeto familiar de Albertino Catarino e da esposa, Fátima, e acabou por se tornar uma referência regional para quem procura comida portuguesa à moda antiga. Falamos de pratos tradicionais com algumas marcas da casa, como um cozido à portuguesa servido em versão generosa, bem ao estilo do Oeste, estufados demorados como a chanfana de cabra, cabrito assado no forno e uma lista de pratos principais que cruza mar e terra. Convém não ignorar o polvo à Adega, a interpretação da casa para o polvo, nem o entrecosto com mel e amêndoas, em que as costelinhas chegam à mesa envolvidas num molho entre o doce e salgado. Ainda mais reconfortante é a massinha de bacalhau com camarão, inspirada nas memórias de infância de Albertino. Na sobremesa, há clássicos que não convém deixar passar, como o pudim Abade de Priscos, o creme queimado e a mousse de chocolate. A Adega do Albertino fica a poucos minutos de carro do centro das Caldas da Rainha e, mesmo para quem não viaja de carro, é daquelas moradas que justificam o gasto num táxi.

📍Rua Júlio Sousa 7, 2500-312 Caldas da Rainha

https://adegadoalbertino.pt

Imagem cortesia de Adega do Albertino

Paraíso do Coto

Grilled fish with lemon, potatoes, broccoli, and carrots on a plate.O Paraíso do Coto vive da abundância e daquilo que muitos associam à ideia de “comida portuguesa”. Falamos de travessas cheias de grelhados mistos de carne e peixe, bacalhau com broa, ensopado de borrego servido sobre fatias grossas de pão e queixadas de porco assadas até ficarem bem macias. Aqui não se anda à procura de receitas experimentais. O que se faz são pratos que grande parte dos portugueses reconhece de imediato, executados com segurança e sem grandes reinvenções. A especialidade da casa, o leitão assado à Bairrada, é uma deliciosa prova disso, com pele estaladiça e carne suculenta. As doses são generosas, mas os preços mantêm-se razoáveis, por isso faz sentido vir depois de um dia a calcorrear as Caldas da Rainha, quando o apetite já está bem aberto. A carta de vinhos é honesta e suficiente, mas o vinho da casa cumpre o papel sem exigir grande investimento. O restaurante fica na aldeia de Coto, a uma curta viagem de carro a partir do centro.

📍Rua dos Outeiros 30, 2500-303 Caldas da Rainha

www.instagram.com/paraisodocoto

Imagem cortesia de miguelrib no TripAdvisor

Restaurante Real Balcão 5

Person serving a dish of stew garnished with herbs and carrots in a restaurant setting.Para quem gosta da ideia de tasca portuguesa em versão mais moderna, o Real Balcão 5 é uma boa paragem nas Caldas da Rainha. O balcão comprido à entrada denuncia logo que este é um sítio tanto para comer como para beber um copo, picar qualquer coisa e ficar a conversar. A cozinha trabalha sabores portugueses e mediterrânicos, com bastante marisco e carne grelhada. O bife à balcão é um dos pratos mais pedidos e chega à mesa na frigideira, mergulhado em molho de alho, com batatas fritas “a sério” ao lado. Outro favorito é o arroz de camarão, bem servido e com marisco em quantidade. Durante a semana há sempre uma “sugestão do dia” de peixe e de carne, mais cuidada do que o típico prato do dia de muitos restaurantes. Pode aparecer, por exemplo, coelho estufado com batata frita, raia frita com arroz de tomate solto ou barriga de leitão bem tostadinha. Para quem vem com vontade de marisco, há um alinhamento generoso que conta com ostras, lagosta, percebes, santola, camarão tigre grelhado ou camarão cozido, perfeitos para acompanhar com uma cerveja bem fresca. Fica a poucos minutos a pé da igreja de Nossa Senhora do Pópulo e do complexo termal, o que faz deste um sítio prático para fechar o dia depois de andar a passear pela cidade sem carro.

📍Largo dos Heróis de Naulila 5, 2500-107 Caldas da Rainha

www.instagram.com/realbalcao5

Imagem cortesia de Real Balcão 5 no Instagram

Café Sedas

Small café with 'Casa das Bifanas' sign and outdoor seating, umbrellas folded.Comer uma bifana no Café Sedas, ainda hoje tratado por muita gente como Quim Sedas, é uma das coisas mais terra-a-terra e, ao mesmo tempo, mais saborosas que se pode fazer nas Caldas da Rainha. Falamos de uma das sandes de carne mais populares de Portugal, consistindo em fatias finas de carne de porco, cozinhadas num molho de alho com um leve toque picante, dentro de um pão macio que absorve o molho sem se desfazer. Os preços são amigos, o que ajuda a explicar porque é que o sítio se tornou quase uma instituição para quem anda à procura de uma bifana “à séria” no Oeste. Vale a pena referir que muitos visitantes encaram a bifana como um snack mas, para nós portugueses, muitas vezes comemos isto como refeição completa. O resto da carta é muito de “dia de trabalho”, contando com sopas, pratos simples, batatas fritas para quem quiser, e um balcão comprido cheio de bolos caseiros. No Sedas leva-se a doçaria a sério, com tortas inteiras vendidas à fatia (laranja, coco, chocolate…), salame de chocolate, tarte de amêndoa e outras tentações com inspiração conventual, além das opções de pastelaria habitual do pequeno-almoço e do lanche. Abrem cedo, por isso pode começar o dia com um galão e algo doce, ou regressar à hora de almoço para um menu de bifana. O café fica na Estrada Nacional, mesmo à saída do centro, com estacionamento à porta e serviço rápido, o que o torna ideal para quem está a fazer uma viagem de carro pelo Oeste.

📍Estrada Nacional 114/1, 93, 2500-287 Caldas da Rainha

https://sedascafe.com

Imagem cortesia de Sedas

Tradição Bistro

Plate of figs, cheese, prosciutto, and nuts garnished with parsley on a gray plate.A poucos minutos a pé do Parque D. Carlos I, o Tradição Bistro parece uma tasca portuguesa moderna, com uma sala pequena e acolhedora, esplanada para os dias de sol e ambiente descontraído, entre restaurante de bairro e sítio para beber um copo ao fim do dia. Numa casa que tem “tradição” no nome, o que se serve são pratos tradicionais e petiscos, com variedade suficiente para agradar a grupos mistos. Mesmo quem não come carne encontra opções interessantes, como peixinhos da horta ou beringela recheada com legumes e queijo. Para quem prefere peixe, há gambas à guilho, amêijoas à Bulhão Pato, pataniscas de bacalhau com arroz de feijão, choco frito e, muitas vezes, uma massada de peixe bem composta. Do lado da carne, aparecem aqueles clássicos de conforto que muitas pessoas associam à cozinha do dia-a-dia, como bitoque de vaca ou de porco, alheira grelhada com ovo e batata frita, dobradinha com feijão ou mão de vaca com grão, esse guisado gelatinoso que divide opiniões mas conquista quem se atreve a provar. A carta de vinhos é bastante típica de um restaurante português de médio preço, com tintos como Monte Velho, Periquita, JP ou Porta da Ravessa, brancos como Reguengos ou Mundus, vinhos verdes como Muralhas ou Casal Garcia e o inevitável Mateus rosé. Há vinho da casa a copo ou garrafa, cerveja bem fresca e refrigerantes, por isso tanto pode manter a refeição simples como abrir uma garrafa e prolongar a conversa.

📍Rua do Parque 5, 2500-181 Caldas da Rainha

www.instagram.com/tradicao.bistro

Imagem cortesia de Tradição Bistro no Facebook

Taskinha Do B3co

Sausage with sunny-side-up egg, fries in a bowl, and a small dish of sauce on a plate.Para quem é vegetariano e está de visita às Caldas da Rainha, a Taskinha Do B3co é provavelmente uma das melhores apostas. Aqui há francesinha vegetariana, recriação do clássico portuense habitualmente carregado de carne, pensada para que quem não come carne também possa mergulhar o garfo no molho sem ficar a ver os outros comer. O espaço funciona como híbrido entre bar e restaurante, com vinho da casa em conta, uma pequena seleção de garrafas, sangria e outras bebidas para ir bebendo enquanto os pratos vão saindo. Não é um sítio para escolher um prato único e sair; a graça está em ir petiscando e provar várias coisas, sempre feitas no momento. A carta de pequenos pratos inspira-se muito em sabores mediterrânicos e espanhóis, incluindo camarão salteado, pratinhos de carne, saladas, arrozes, as inevitáveis batatas fritas, tudo simples mas bem feito. Costuma haver também pelo menos uma opção mais composta, como o bitoque (bife com ovo e batata frita), que em Portugal é quase sempre uma aposta segura. Se vem encontrar amigos para beber um copo nas Caldas da Rainha, ou se lhe apetece apenas petiscar sem se comprometer com uma refeição muito formal, a Taskinha Do B3co encaixa na perfeição.

📍Beco de João D`Almeida Cabaco 1, 2500-090 Caldas da Rainha

www.instagram.com/taskinhadobeco

Imagem cortesia de Ines Filipa no TripAdvisor

Restaurante Zé Povinho

Assorted grilled meats and seafood with rice and lemon slices on platters.O Zé Povinho é aquele restaurante de estrada que muita gente gostava de ter na sua terra, com estacionamento fácil, uma boa esplanada, duas salas espaçosas e aquele burburinho de quem aparece todas as semanas. Fica mesmo à saída do centro, na estrada nacional, por isso resulta bem tanto para quem está a regressar a Lisboa como para quem anda entre as Caldas da Rainha e a lagoa. O que interessa, claro, é o que vem para a mesa, e aqui a aposta é na comida de conforto portuguesa, com especialidades tanto de carne como de peixe e marisco. Da grelha saem bons cortes de carne mirandesa, como a posta, bem tostada por fora e rosada por dentro, servida com batata frita, arroz de feijão e migas, e também picanha mirandesa, cortada fina e acompanhada de ananás. Do lado do mar, a carta parece um greatest hits português, com polvo à lagareiro, choco frito, arrozes malandrinhos de tamboril ou de gambas, amêijoas à Bulhão Pato e açorda de camarão. Para quem só quer uma refeição rápida, há ainda sandes como prego ou bifana em bolo do caco, servidas com batatas fritas. Para quem se interessa por desperdício zero na gastronomia portuguesa, há ainda um detalhe simpático: o Zé Povinho está presente na app Too Good To Go, vendendo sacos surpresa no final do dia em vez de deitar comida fora, o que significa que combatem o desperdício alimentar de uma forma sustentável e deliciosa.

📍Estrada Nacional 114 1 N 85, Cruz, 2500-287 Caldas da Rainha

www.facebook.com/zepovinhorestaurante

Imagem cortesia de Uber Eats

Restaurante Tulipa

Person holding large fish in front of seafood-themed mural.Os fãs de peixe sentem-se em casa no Restaurante Tulipa, que se concentra em peixe fresco e receitas tradicionais “à moda da casa”. Normalmente há uma lista curta com o peixe do dia, que pode incluir dourada ou robalo inteiros grelhados, por vezes tamboril ou choco, preparados de forma simples, bem temperados com azeite, alho e um toque de limão para espremer no prato. Quem preferir carne também não sai prejudicado, já que a carta inclui bifes grelhados e pratos de porco ou frango feitos sem grandes complicações. À sobremesa, compensa experimentar a mousse de lima com caramelo salgado, pouco habitual, ou um dos bolos caseiros, que vão rodando ao longo da semana. O restaurante fica junto ao centro comercial La Vie, o que o torna fácil de encontrar e prático para quem anda a tratar de recados. É também muito procurado por trabalhadores de escritório da zona, que aproveitam o menu de almoço a bom preço. Para uma refeição portuguesa direta ao assunto, rápida, conveniente e acessível nas Caldas da Rainha, o Tulipa é uma escolha segura.

📍Rua Belchior de Matos 1, 2500-324 Caldas da Rainha

www.instagram.com/restaurante.tulipa

Imagem cortesia de Tulipa no Facebook

Taberna do Manelvina

Mounted bull head with a colorful blanket on wood-paneled wall in a decorated room.Na Taberna do Manelvina vem-se, acima de tudo, pela grelha a carvão, que aqui é levada muito a sério e atrai apreciadores de carne das Caldas da Rainha e de outras paragens. A taberna fica em Cruzes, na freguesia de Salir de Matos, a poucos minutos de carro do centro, e convém reservar antes de se pôr a caminho. Quem consegue mesa partilha o espaço com muitos moradores do Oeste que gostam de carne grelhada, batata frita fininha e conversas em volume generoso. As refeições costumam começar com um desfile de enchidos a sair da grelha, incluindo chouriço, morcela, alheira e farinheira. Depois chegam travessas de entremeada bem tostada e outros cortes de porco preto, cheios de fumo e com aquela gordura crocante nas bordas. Os clientes frequentes também pedem o bife de touro e o bife de vitela quando estão disponíveis, além dos pratos sazonais. De outubro a maio há cozido de carnes selvagens, e no verão é habitual encontrar na ementa sardinhas assadas, tal como nas festas populares. O espaço é uma verdadeira taberna de aldeia, com cartazes taurinos, fotografias e objetos ligados à festa brava a ocupar as paredes. Se este tipo de decoração o incomoda, convém saber de antemão que pode calhar ficar a comer com uma cabeça de touro pendurada mesmo ao seu lado.

📍Rua Principal 21, 2500-632 Salir de Matos, Caldas da Rainha

https://tabernadomanelvina.com

Imagem cortesia de Taberna do Manelvina

 

As melhores pastelarias e padarias nas Caldas da Rainha

Fábrica de Cavacas das Caldas

Glazed pastries on a green plate with various packaged snacks in the background.A cavaca é provavelmente o doce que melhor representa as Caldas da Rainha, e dificilmente haverá sítio mais indicado para a provar do que a Fábrica de Cavacas das Caldas. A produção começou nos anos 80, em pequena escala, com as famosas cavacas locais a serem vendidas apenas na Praça da Fruta e numa loja no centro. Passadas algumas décadas, o nome está por detrás de grande parte dos pacotes que encontra nas pastelarias, supermercados e até nas lojas de aeroporto, sempre com a imagem verde da rainha D. Leonor, símbolo que a cidade lhes atribuiu oficialmente em 2010. As cavacas são bolos leves em forma redonda, cozidos até ficarem ligeiramente secos e depois cobertos com uma camada espessa de açúcar. Fazem-nas em vários formatos, desde os sacos clássicos de cavacas das Caldas e das cavacas finas até à cavaca saloia, de maior dimensão, e a versões recheadas, em que a crosta açucarada esconde um interior mais macio. Ao lado, costuma haver beijinhos das Caldas, pequenos biscoitos crocantes passados por uma calda de limão que lhes dá brilho e acidez, suspiros em vários tamanhos e trouxas de ovos, para quem não tem medo de doces bem açucarados. Não é propriamente um café para se sentar, é mais um sítio onde se entra, enche o saco e segue viagem. Para perceber a sério as tradições doces das Caldas da Rainha, começar aqui é quase obrigatório.

📍N114-1 nº 201, Casal de Santa Cecília, 2500-626 Caldas da Rainha

https://cavacasdascaldas.pt

Imagem cortesia de Gazeta das Caldas

Pastelaria Dona Leonor

Plastic cups filled with orange rolled pastries on a counter in a bakery.As pastelarias de bairro são uma parte essencial da cultura gastronómica portuguesa e, nas Caldas da Rainha, a Dona Leonor cumpre tudo o que se espera deste tipo de casa, com bons doces, salgados para desenrascar uma refeição rápida e café bem tirado. Na Rua de Camões, a poucos minutos a pé do Parque D. Carlos I, as manhãs começam com bicas e meias de leite ao balcão, as mesas voltam a encher perto da hora de almoço com quem vem comer um prato simples ou uma tosta, e ao fim de semana é ver clientes a sair com caixas cheias de bolos e bolos de aniversário. Quer seja para começar o dia com um pequeno-almoço à portuguesa, almoçar de forma simples, ou fazer uma pausa a meio da tarde com cafeína e açúcar, a Pastelaria Dona Leonor é uma aposta segura. A especialidade da casa são as trouxas de ovos (aqui fotografadas), doces conventuais clássicos em que folhas finíssimas de ovo envolvem um recheio de gema cremosa, enroladas em pequenos rolos brilhantes pincelados com calda de açúcar. Outra marca da casa são os bolinhos de fráguas, bolos mais secos tipo broas doces, típicos da região das Beiras, que aqui também aparecem em versão sem glúten. A isto somam-se todos os habituais de uma pastelaria portuguesa, por isso variedade não falta.

📍Rua de Camões 23, 2500-174 Caldas da Rainha

www.facebook.com/pastelariadonaleonorcaldasdarainha

Imagem cortesia de Pastelaria Dona Leonor no Facebook

MEXIA padaria artesanal

Smiling man in bakery with wooden shelves and bread loaves in background.Onde antes funcionava um talho de bairro na Rua do Jardim, existe agora uma pequena padaria de que os apaixonados por pão não se calam. A MEXIA trabalha a partir de uma ideia simples, que quem gosta de pão “a sério” reconhece. Falamos de fermentações longas com massa-mãe natural e farinhas de moagem em pedra. As massas fermentam cerca de 24 horas, o que resulta em pães com crosta marcada, sabor profundo e uma estrutura mais fácil de digerir do que o pão industrial de fermentação rápida. A produção acontece na parte de trás, mas à vista de quem entra, por isso, se aparecer de manhã, é provável que apanhe o padeiro a tender massa ou a tirar tabuleiros do forno. Para além dos pães de fermentação natural, há sempre uma pequena rotação de produtos doces, como brioches macios, bolinhas e bolachas de chocolate. Também servem café, o que permite transformar a ida ao pão num pequeno-almoço muito simples, mas o espírito continua a ser de padaria onde se compra para levar. A MEXIA só abre de quarta a sábado, aproximadamente entre as 8:00 e as 13:00, ou até esgotar, o que acontece com frequência. Há quem diga, sem grandes rodeios, que aqui se faz “o melhor pão do Oeste”.

📍Rua Alexandre Herculano 88, 2500-123 Caldas da Rainha

www.instagram.com/mexia.padaria

Imagem cortesia de Oeste Portugal

 

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