TASTE OF LISBOA
real people, real food

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De um modo geral, os portugueses tendem a ter uma mentalidade clássica quando se trata de comida. Seguindo o velho ditado “se algo não está partido, por que consertá-lo?”, durante anos apegamo-nos a receitas que foram passadas de geração em geração nas nossas famílias. Adotamos os sabores tradicionais e as técnicas de culinária quase tão sagradas como fórmulas mágicas que não devem ser alteradas.

Na última década, no entanto, o cenário da culinária portuguesa tem vindo a mudar...

Em Portugal, existem dois tipos de estabelecimentos que são mais do que lugares para comer. São lugares para encontrarmos os amigos e vizinhos, para socializar, para falar da vida dos outros, para analisar o jogo de futebol da noite anterior e, sim, à boa moda portuguesa, para reclamar do clima e do estado da política do país. Uma é a pastelaria, e a outra é a poderosa tasca.

O que começou por ser um lugar onde os trabalhadores podiam aquecer sua própria comida, em troca da compra de vinho e café (eles estavam ansiosos em adotar as máquinas italianas de café expresso no início do século 20), tornou-se um templo de comida acessível e bem feita, com um ambiente acolhedor para combinar com os seus saborosos pratos...

Verão que é verão em Portugal tem de ter romarias e festins de marisco, à volta de uma mesa longa partilhada com os amigos e a família. Podemos metermo-nos no carro estrada fora e percorrer quilómetros até ao festival do marisco na vila costeira, podemos ir até à marisqueira do outro lado da rua ou podemos convidar (ou ser convidados) para uma mariscada caseira. Pode ser para almoço de fim de semana, pode ser a seguir à praia nas férias ou a seguir ao trabalho, especialmente se à sexta feira...

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