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5 tendências para o mundo da gastronomia e da hotelaria em 2019

O que, afinal, é uma tendência? De acordo com o TrendsObserver, são mudanças que se começam a formar entre os consumidores e acabam por impactar as esferas políticas, económicas, sócio-culturais e tecnológicas.  Uma tendência não define o passado, mas dá-nos uma previsão do que se passará no futuro e como poderá ser aceite pelas pessoas.

É por isso importante estarmos atentos às tendências na nossa área. “Trata-se de uma oportunidade de não só estarmos à frente como de compreender quem será o consumidor de amanhã, o que suprirá as suas necessidades e como podemos estar prontos para responder a esta procura”, diz  Patrick Berwald, VP de Benchmark da Food and Beverage, a Global Hospitality Company.
Atenta às tendências como ferramenta a aprimorar tudo que se faz na Taste of Lisboa, a nossa fundadora, Filipa Valente, mergulhou nos últimos relatórios sobre a indústria da gastronomia e da hotelaria e selecionou as cinco tendências que acredita virão a ter mais impacto imediato. São estas:

#1 Economia da experiência
Sim. Os millennials mudaram as regras do jogo. A geração nascida entre 1981 e 1996 procura experiências, a sua riqueza são memórias e não coisas. Esta geração e o crescimento dos media sociais têm levado a economia da experiência a direções inesperadas. Hoje, temos hotéis, museus, restaurantes a reinventarem-se para serem eles próprios uma experiência. Real que comunique uma identidade, um caráter. Esta será a tendência com maior impacto no futuro, pois o foco começa já a iluminar os operadores de experiências e a ensombrar os restaurantes e hotéis que aposto meramente no espaço.  É a evolução do Where to Stay/Eat para o What to Do.  Peguemos na bifana: quando os foodie explorers chegam a Lisboa, eles não querem apenas sentar e comer uma sandes de porco bem temperado. Eles querem provar autenticidade e história do sítio a que os levamos, a cultura e os hábitos das pessoas à sua volta, através da comida. Comem a bifana mas aprenderem que a bifana, a sopa, uma bebida e um café é o fast lunch português e que as pessoas à volta naquele restaurante estão no intervalo do almoço, a viverem o seu estilo de vida quotidiano. A comida é parte. A experiência é o todo.

#2 Da quinta para a mesa 2.0  
Não é uma tendência de agora e evoluiu para movimento: ingredientes vindos diretamente dos produtores para as mesas dos restaurantes. O consumidor quer saber cada vez mais a origem dos alimentos e a preocupação com desenvolvimento sustentável local, a par de uma alimentação preventiva e saudável, levam a um relacionamento mais direto e conhecedor entre os chefs e produtores agrícolas. Pequenas hortas especialmente desenvolvidas para os pratos do hotel boutique, restaurantes com horta própria, comunidades locais e quintas a oferecem o turismo rural e agrícola. O consumidor urbano aproxima-se das suas raízes e da consciência pelo sustentável e saúde, através da comida do campo, também mais saborosa, menos processada e industrializada.

#3 O movimento dos alimentos vegetais
O factor vegetariano. Estamos cada vez mais atentos à nossa alimentação em casa ou quando comemos fora. A maioria continua onívora, mas começamos a dar mais protagonismo e espaço à proteína vegetal no nosso prato. A sustentabilidade não é mais um termo macro das sociedades e das grandes organizações e sim uma preocupação que está nos nossos gestos, em cada um de nós e nos inclui. Esta consciência levar-nos-á a ver, cada vez mais, menus dedicados ao vegetarianismo e com opções verdes e ingredientes cultivados na terra. Pratos e restaurantes surgem já especializados nesta procura, com foco nos vegetais e as proteínas animais como acompanhamento.

#4 Super fornecedores locais
Referimos como Hyper-local a comida que é feita 100% com ingredientes produzidos localmente ou plantada no lugar em que é servida, nas hortas dos restaurantes por exemplo. A mesma preocupação e consciência do consumidor sobre a procedência do que se come e como isto impacta a sustentabilidade global, mencionada na tendência #2, leva-o a procurar e a valorizar sítios que se prezam pela relação transparente com a comunidade local. No sentido de criar uma cadeia sustentável, usufruir dos ingredientes locais e deixar claro a sua procedência, quando oferece o prato no seu restaurante. Os consumidores estão atentos à frescura, aos valores nutricionais (alimentos conservam maior valor nutricional quando chegam mais rapidamente à mesa), à origem e à autenticidade. Estes quatro fatores são também os nossos critérios de base para a seleccão e criação das nossas experiências gastronómicas e culturais. Sempre local.

#5  Moderação é o novo mainstream
Festas de chá e bebidas sem ou pouco álcool são movimentos em crescimento. Apercebemo-nos disso com sucesso do Dry January, por exemplo. Parece mesmo que a geração millenium tem optado por consumir menos álcool que os seus pais e transformado o consumo das bebidas. Em Portugal ainda seguimos animados pelo álcool, seja à volta do vinho ou da vaga atual dos coquetéis, mas geracionalmente está a mudar: um entre cinco britânicos não bebe. Estatísticas à parte, esse comportamento tem levado a indústria e os bartenders a criarem produtos e coquetéis sem álcool (mocktails), para animarem os dias e as noites jovens. Um copo de vinho, uma cerveja ou um sumo de cajú? Não sabe a que sabe um sumo de cajú? Nem sabe que o caju é um fruto pulposo, para além da noz que está habituado a comer? Venha connosco na próxima saída do Passeio Gastronómico & Cultural da Baixa-Mouraria.
Deixámos escapar tendências de consumo gastronómico super importantes que vê a surgirem à sua volta? Diga-nos quais! Vamos adorar despertar para elas!

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