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Abra a boca e feche os olhos: vamos comer entranhas!
- 2015-06-22
- Publicado em TOP
Tem o estômago sensível e é daqueles que prefere não saber o que está a comer? Então o melhor parar já de ler, pois neste artigo vamos falar de pratos feitos à base de entranhas, vísceras e mioleiras.
Segundo reza a tradição, um dos grandes acontecimentos nas aldeias portuguesas de norte a sul do país acontecia por alturas da matança do porco (até ao dia em que a ASAE entrou em campo e proibiu o ritual em nome da higiene e segurança). Tudo se aproveitava, até as entranhas do animal, para fazer os famosos enchidos (chouriços, negro, morcela ou farinheira).
Além dos enchidos existem vários pratos muito apreciados na gastronomia portuguesa que envolvem partes menos ‘nobres’ do animal, mas que nem por isso deixam de ser menos saborosos. Arrisque-se a provar alguns deles:
Sarrabulho - Um dos pratos típicos da culinária portuguesa. Trata-se de um guisado feito com os miúdos (nome que se dá aos órgãos como fígado, rim e coração) do porco ou do cabrito e em que se usa o sangue do animal, geralmente temperado com cominhos. Se forem Papas de Sarrabulho, o prato envolve restos de pão ou farinha de milho.
Segundo reza a tradição, um dos grandes acontecimentos nas aldeias portuguesas de norte a sul do país acontecia por alturas da matança do porco (até ao dia em que a ASAE entrou em campo e proibiu o ritual em nome da higiene e segurança). Tudo se aproveitava, até as entranhas do animal, para fazer os famosos enchidos (chouriços, negro, morcela ou farinheira).
Além dos enchidos existem vários pratos muito apreciados na gastronomia portuguesa que envolvem partes menos ‘nobres’ do animal, mas que nem por isso deixam de ser menos saborosos. Arrisque-se a provar alguns deles:
Sarrabulho - Um dos pratos típicos da culinária portuguesa. Trata-se de um guisado feito com os miúdos (nome que se dá aos órgãos como fígado, rim e coração) do porco ou do cabrito e em que se usa o sangue do animal, geralmente temperado com cominhos. Se forem Papas de Sarrabulho, o prato envolve restos de pão ou farinha de milho.

Iscas com elas - Aquele que era um prato vulgar na Lisboa do século XIX e princípios do século XX mais não é que tiras de fígado temperadas e fritas. O acompanhamento – Elas – são batatas cozidas às rodelas, que acompanham as iscas com uma boa cebolada. Este prato tem um ingrediente especial: o vinagre.
Meia-unha (mão de vaca com grão) – Este é um prato onde é servida metade da mão de vaca, daí a designação de ‘Meia-unha’. É um prato muito popular nas antigas tabernas lisboetas e acompanha com grão cozido e arroz branco.
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Torresmos - O torresmo é feito à base de pele de porco com gordura cortada em pedaços pequenos e frita até ficar crocante. Mas o que antes poderia ser um petisco apenas apreciado nas tascas, hoje em dia é um alimento da moda bastante apreciado por desportistas como uma nova fonte de eleição de proteína. Em Inglaterra já existem pacotes à venda em ginásios para serem consumidos como snacks pós-treino, numa versão mais light.

Sandes de courato - No início dissemos que tudo se utiliza no porco e aqui está mais uma prova: o courato é a pele espessa do porco grelhada na brasa. É um petisco que ainda pode ser encontrado nas feiras mais tradicionais. Acompanha com mostarda e uma mini bem fresca.
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Pipis - Um dos petiscos muito apreciados nas tasquinhas mais tradicionais e feito à base de moelas, fígado, coração, pescoço e patas de frango, tudo cortado aos pedacinhos.
Moelas - Iguaria tipicamente portuguesa e que tem na sua base um refogado de cebola e tomate, ao qual se juntam as moelas de galinha ou pato.

Dobrada - Aqui não há grande volta a dar: ou se ama ou se odeia! Este é um prato feito à base das partes do estômago dos bovinos e é bastante apreciado na zona norte (Tripas à moda do Porto). Acompanha com feijão branco.
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